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quarta-feira, julho 1, 2026

Por que só o Demóstenes?

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12/07/2012 – 05:07

Sim! Delcídio do Amaral fez isso, também, com Dilma Roussef

Entre as incontáveis bobagens que arrota minudentemente durante o nobríssimo horário das tardes/noites de domingo na Rede Globo o apresentador Faustão Silva causou o maior rebuliço outro dia ao afirmar que Twitter e Facebook são coisas de quem não tem o que fazer. Muito bem. Pois não é que esta semana a assessoria de Delcídio do Amaral fez chegar às páginas da imprensa nacional uma informação – de que ele é campeoníssimo de seguidores nesse tipo de mídia – provavelmente mais relevante apenas que aquela que dá conta dos rentáveis e incontáveis auditórios ou centros de convenções (alguns inacabados) espalhados pelo Mato Grosso do Sul com a providencial ajuda de recursos públicos conseguidos pelo senador petista, cujos contratos, pelo jeito, devem ter uma cláusula prevendo a entrega da obra com a condição de que tenha, necessariamente, o nome do ilustre desconhecido pai de sua excelência?

Ante essa obsessão, não a do culto à personalidade, mas pelo brinquedinho que é a nova coqueluche da turma da azaração, pela certeza da assiduidade do senador, que gosta de esnobar suas preferências musicais e literárias no espaço, aproveitei o ensejo da sessão de cassação de seu colega Demóstenes Torres, na manhã de ontem, para disparar vários “torpedos” na direção da grande mídia e, principalmente, do plenário do Congresso, no momento em que os senadores cortavam a própria carne, perguntando por que só o Demóstenes? Como se o Brasil já não houvesse descoberto o segredo de polichinelo envolvendo a estratégia de Lula da Silva para fazer subir uma enorme cortina de fumaça suficientemente escura para ofuscar o julgamento do mensalão para começar no Supremo Tribunal Federal.

O que aos olhos do desavisado internauta pode parecer um perrengue do blogueiro com o senador se justifica pela destreza de Delcidio em dar o tapa e esconder a mão nessa ânsia de escapar da Uragano, quando sustenta, na ação que começa a mover contra este Blog, que tive o despautério de provocar e taxar de omissa a Procuradoria da República, só porque questionei, num post, lá atrás, se “tirante os interesses pessoais e os projetos políticos de Delcídio e fosse o Brasil um país minimamente sério, o alerta (dele), por si só, diante de tanto descalabro, de que é brincar com fogo estimular CPI não seria motivo mais que suficiente para que a Procuradoria Geral da República aproveitasse a deixa e fizesse o que já deveria ter feito há tempo, ou seja, mandar o senador corumbaense fazer companhia aos colegas deputados federais peemedebistas Geraldo Resende e Marçal Filho no STF, para que também fosse investigado como participante da quadrilha do Valdecir”. Marçal e Geraldo, como todo mundo sabe, que devem ser processados pelo STF para que os percentuais dos famigerados retornos tenham, pelo menos, um denominador comum. Afinal, não é de bom tom um senador, tido como príncipe da República, levar só cinco por cento, quando deputados do baixo clero não se contentam com menos que o dobro dessa bolada.

Como perguntar não ofende, faço um adendo ao texto que deve ter sido uma das causas do atraso da chegada de Delcídio ao plenário ontem para cassar seu colega goiano: por que só o Demóstenes e o Valdecir? A resposta foi dada pelo próprio Demóstenes ao final de seu discurso: porque (o Brasil petista) precisava de um bode expiatório, assim como Dourados precisou de um animal de pelo curto.

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