19/09/2012 – 19:09
Muito mais Geraldo Resende, por sua obsessão midiática, do que Marçal Filho, gabola como dono do primeiro lugar na audiência radiofônica regional. Mesmo não se apagando as velas que os dois federais douradenses começam a acender nas encruzilhadas da reeleição, por conta dos ventos uragânicos soprados ainda mais fortes pelo Supremo Tribunal Federal depois do mensalão, para eles as torres gêmeas do Congresso Nacional começam a ficar cada vez menores nos retrovisores da Ferrari voadora de André Puccinelli – a carona amiga, que de tão muxibas, não abrem mão nos retornos de Brasília.
Além de perderam o bonde da história pelo tanto que amarraram mal seus burros na atual campanha eleitoral, e como o castigo vem sempre a cavalo, por não moveram uma palha sequer para mudar a esdrúxula legislação que permite potenciais concorrentes ponta-poranenses abocanharem o filé-mignon do horário nobre da programação televisiva global não só dos lares douradenses, mas, diante de seus interesses prejudicados, de mais de l milhão de telespectadores, de Caracol a Cassilândia, passando pelo Cone-Sul do Estado, Vale do Ivinhema, até chegar ao Bolsão – a região de abrangência da TV de seu Zahran.
Por este excesso de exibição, quem estará mais vivo na lembrança dos eleitores destes 45 municípios, daqui para 2014, Álvaro Soares, Ludimar Novaes e Hélio Peluffo Filho ou os dois douradenses e quem mais, da terra de seu Marcelino, vier a disputar o próximo pleito, seja para estadual ou federal? Claro que dos três candidatos de Ponta Porã, o que não virar prefeito vai entrar com grande vantagem neste páreo. Com a diferença de que quando Geraldo Resende e Marçal Filho chegarem com o milho eles já estarão comendo a pamonha, como resultado do plantio antecipado numa área onde a safra de votos só perde em produtividade para a Morena vista num menor número de municípios, mas com o impacto das ondas emitidas pela réplica da torre Eiffel localizada nos altos da avenida que leva o nome do patriarca dos Zahran, em Campo Grande, atingindo um número maior de eleitores.
Tirante o prejuízo dos eleitores, e, principalmente, dos anunciantes douradenses, que mesmo bancando o grosso do faturamento da TV sediada em Ponta Porã não têm direito de acesso às propostas de seus candidatos na única emissora com audiência local, a perspectiva eleitoral para daqui a dois anos é ainda pior, na medida em que a propaganda eleitoral dos candidatos fronteiriços se concentra no horário nobre, sempre ocioso devido à tabela de preços televisiva ainda incompatível aos padrões dos anunciantes regionais.
