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Murilo busca gestores para segundo mandato

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12/11/2012 as 11:38

Ele não aponta diretamente para ela, mas o perfil é o da discreta, porém magnífica, Rosa Dedéa, reitora de sua Unigran. Como os currículos devem ser endereçados à prefeitura, não à sede da Universidade da qual é o presidente de honra, candidatos que se espelhem na discrição e, principalmente, no bom trabalho de seu secretário de Serviços Urbanos, Luiz Roberto Martins. Para sanar as dúvidas quanto ao perfil do secretariado para o segundo mandato a dica vem do próprio Murilo Zauith: gestor. Esta é a condição sine qua non. Gestor, por excelência, como Sérgio Henrique Araújo, cotado para a Procuradoria Geral, pela visibilidade que deu à OAB e, mais recentemente, pela maneira como destrinchou o anacrônico Regimento Interno da Câmara, dando mais agilidade aos trabalhos dos vereadores, tudo que Zauith precisa para maior celeridade no âmbito do executivo.

Nomes? Zauith jura que ainda não pensou nisso. Nem mesmo Antônio Nogueira, o peemedebista rebelde, por isso o de melhor cacife, cujo destino parece ser cumprir missão como presidente da Aced. O prefeito reeleito adianta, também, que não tem esse negócio de imexíveis. Tanto que não descarta a possibilidade de uma cara mais política ao futuro secretariado, o que não combina, por exemplo, com a sisudez de José Jorge Zito Leite no Governo ou com largos e exagerados, mas não tão sinceros, sorrisos de gente mais próxima de seu gabinete que insiste numa blindagem que não condiz com seu jeito de ser e de agir, principalmente quando se trata de afastar amigos de longa data, o que alguns (e algumas) baba-ovos insistem em ignorar. Alguns e algumas, até, de ficha não tão limpa, e que podem acabar tocando piano na esteira de processos que correm no Ministério Público.

O perfil de gestor tem uma razão de ser. Além da coerência pela própria trajetória como empresário de sucesso, Murilo Zauith tem a obrigação de quebrar paradigmas, de mostrar, enfim, a que veio. Mais, ainda, pelo fato de 2013, ano em que vencem os principais e sempre tão cobiçados contratos de serviços com empresas terceirizadas, como da coleta de lixo e do transporte escolar, ser também o ano em que começam as amarrações políticas para a sucessão estadual. E, cá pra nós, alguém acredita mesmo nessa história de que Murilo vai, mesmo, pendurar as chuteiras? Isso é só mais uma lição que aprendeu com André Puccinelli, também falando em afrouxar, já, o nó da gravata, quando todo mundo sabe que o governador guarda uma italiana especial para compor a indumentária de Senador da República.

Portanto, companheiros e companheiras, que ponham as barbas de molho. As cúpulas da base aliada serão ouvidas, mas que não venham com nomes que não se encaixem nesses critérios. Não basta o sujeito apenas cantar e encantar. É preciso trabalhar! Não serve, para o segundo mandato, secretário que perde dinheiro que jorra para projetos nos Ministérios porque ficou de entourage pra lá e pra cá ou porque estava dando voltas no Imaculada Conceição em horário de expediente. E o quesito de gestor não é apenas para o primeiro escalão. A promessa é acabar, de vez, e não só por questões de higiene e de saúde, com o excesso de produção de bitucas (que seja, apenas!) de cigarros nas ante-salas do poder. E, claro, por mais cultural (será que sabem o que é isso?) que seja, também com as rodas de tereré. Olha lá, aí já entrando a questão da austeridade, se houver tempo e espaço para uma rubiaceazinha.

Sérgio Henrique, nome para a PGM

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