03/12/2012 as 10:14
Como tem muita gente que lê apenas os títulos das matérias e já sai por aí fazendo elucubrações, até imagino o espanto dos que, conhecendo bem o estilo de Murilo Zauith, não devem estar entendendo patavina. Também, não é pra entender, até porque o título deste post não se refere ao prefeito de Dourados, embora o personagem tenha muito a ver com a terra de seu Marcelino, da mesma forma o outro, que, no post anterior, gerou toda a confusão. Foi preciso o engenheiro Milton Melo, cria de Zé Elias Moreira, por ele ser indicado para uma vitrine na Secretaria de Habitação do governo Pedrossian para, dali, pelas mesmas mãos, galgar a secretaria de obras de Presidente Prudente, onde virou prefeito, em 2008, e, agora, com a autoridade de prefeito reeleito da capital da Alta Sorocabana, cobrar maior participação douradense no governo estadual. E imaginar que em 2008 Dourados elegia o Valdecir, caindo no abismo de onde só agora começa a ser resgatada por Zauith.
A cobrança do prefeito prudentino foi em forma de comentário, aqui no Blog, depois de elogiar a hipotética indicação do “chefe” Zé Elias para um ministério da presidente Dilma Rousseff. “Como pode nossa querida cidade não ter um representante nas secretarias de estado? Dourados não pode e não deve ser usada somente para angariar votos, tem que ter participação efetiva. Manifestem-se, douradenses”, cobrou e conclamou Milton Melo. Com a palavra os deputados estaduais, Tetila, Takimoto, seu Zé e aquele outro que se diz douradense, mas que, como diz Melo, apenas usa a cidade para angariar votos, o Lauro Davi. Também, os deputados dos milhões e mais milhões das verbas federais, Geraldo Resende e Marçal Filho, sem contar, evidentemente, o próprio Murilo. Tudo bem, nomeação de secretário é prerrogativa do governador, mas nenhuma dúvida de que é muita falta de prestígio dessa turma e que está coberto de razão o prefeito Milton Melo.
Aliás, o puxão de orelhas de Tupã, como é conhecido o ex-engenheiro da prefeitura de Dourados e atual prefeito de Prudente vêm em boa hora, já que André Puccinelli, depois da fubecada da eleição de Alcides Bernal em Campo Grande está todo todo com Dourados. Que nossas ditas lideranças aproveitem a boa vontade do governador – que até anda oferecendo cargos em seu governo – e se imponham. Não importa que sejam cargos de somenos importância, já que o de maior destaque está reservado ao prefeito “cuê” de Campo Grande, Nelsinho Trad, vindo pela ordem de importância uma sinecura ao ex-deputado Dagoberto Nogueira, como prêmio de consolação por sua ajuda no afundamento do barco de Edson Giroto. E, atenção, pelo que o governador falou outro dia, até a Sanesul, do douradense de Angélica José Carlos Barbosinha pode entrar nesse novo loteamento.
Para que André Puccinelli não fique achando que o blog está pentelhando sem razão, não custa lembrar que Dourados já foi muito melhor aquinhoada em governos anteriores, desde os áureos tempos de Garcia Neto, quando Totó e Zé Elias aproveitaram as picuinhas entre Campo Grande e Cuiabá para arrancar tudo o que podiam do governo cuiabano, como o curso de Agronomia, embrião da UFGD. Nesta época, o secretário de Saúde do Mato Grosso uno era o médico douradense, já ex-deputado, Antônio Alves Duarte. Depois dele, no primeiro governo de Pedro Pedrossian no Mato Grosso do Sul, Zé Elias emplacou Ubirajara Fontoura na Secretaria de Agricultura. No governo Wilson Martins Dourados foi contemplada com a Secretaria de Educação, para Idenor Machado e com a de Agricultura, para Totó Câmara, depois Eduardo Serafim, cabendo a Zeca do PT o maior “prestigiamento” aos douradenses, com a entrega da mesma pasta da Agricultura a seu vice-governador, Egon KKK, depois a poderosíssima Casa Civil (ou Secretaria de Governo) a Raufi Marques, que chegou a acumular o cargo com o de Secretário de Segurança Pública.

