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O papel de Horácio na história

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25/01/2013 – 10h40

A faca na cintura era só em dia de churrascos como os que gostava de oferecer aos amigos da imprensa. Com a responsabilidade de quem carrega o nome do primeiro literato profissional do império romano e deus da poesia, Horácio Cerzósimo de Souza era um homem de paz. Tanto que quando comecei a receber as primeiras ameaças pela conduta sempre polêmica como jornalista, providenciou, sem que eu soubesse, uma escolta policial para me acompanhar à distância nas altas horas da noite, principalmente na saída da redação do jornal. Como deputado teve papel preponderante no período da divisão do Estado. Usou seu prestígio junto ao governador Garcia Neto para, aproveitando-se da rixa entre Campo Grande e Cuiabá, trazer o máximo que pudesse para Dourados. Exemplo disso, o próprio curso de Agronomia e a primeira unidade do Corpo de Bombeiros. Como um dos fundadores do Tribunal de Contas do Estado, loteou a corte de douradenses, começando pelo primeiro procurador-chefe, João Beltran, depois, como presidente, nomeando os procuradores Antonio Sérgio Amorim Brochado, Benilo Alegretti, Clóvis Saretta, Alberto Leonel de Paula e Manna e Iran Coelho das Neves, este, atualmente um dos Conselheiros. Genro do também deputado Antônio Alves Duarte, por suas ligações com velho PSD, lia na cartilha do coronel da política Juca de Matos.

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