28/01/2013 – 17h11
Não faz muito tempo, numa noite especial de homenagens na Rádio Clube de Dourados, fui discretamente ignorado pelo cerimonial, apesar de toda minha história com o jornalismo da casa. Mas lá pelas tantas, eis que uma voz, como que vindo do além, encarrega-se de colocar os pingos nos is: era Jorge Salomão, numa gravação, comentando minha participação na transmissão “ao vivo” na solenidade de instalação do Estado do Mato Grosso do Sul, direto do Teatro Glauce Rocha, na presença do presidente Ernesto Geisel, em Campo Grande. Com direito a uma fala minha, narrando o acontecimento histórico. Sorrisos largos, mas amarelos, da turma do cerimonial, ante os aplausos de platéia. Mais recentemente, o mesmo cerimonial riscou meu nome da relação de convidados para a noite de autógrafos de Ana Cavalheiro nas “Crônicas de um Bueno Cavalheiro”. Feio para quem nem se deu ao trabalho de ler “Os marrecos do Perciliano”, minha réplica, na coletânea, aos “Marrecos de Bronx River”, do próprio Perciliano. No caso, em se tratando de um jornalista insubordinado, por eles visto como leproso, a regra é clara, segundo mestre Aurélio, daí o veto, para evitar “embaraço ou constrangimento resultante da exigência de portar-se conforme a etiqueta”. Com tudo – e por tudo – isso, agora, a deferência de uma noite de autógrafo especial e exclusiva. Num boteco, como tinha que ser, com a editora Ana Cavalheiro.

