29/01/2013 – 16h30
Como havia tempo estava me remoendo para entrar no assunto, pode ter sido o caso de uma comunicação telepática com o assíduo internauta Luiz Carlos Santos, de Araras, terra do Fausto Silva. Só assim para vir à tona um tema de somenos importância, mas indispensável quando se está às vésperas de um novo período legislativo, com os vereadores entrantes ávidos para mostrar serviço, alguns, até, como Virgínia Magrini, já colocando o carro adiante dos bois. Ou alguém duvida que uma vez com os traseiros naquelas confortáveis poltronas do único plenário que fica acima do povo e, na ânsia de fazer média com familiares de desencarnados já já começam também a propor a troca de nomes de ruas?
Tirante seu Marcelino ao centro, com Joaquim Teixeira Alves e Weimar Torres nas paralelas compondo o eixo principal, poucos são os personagens que fizeram por merecer uma placa com seus nomes em qualquer uma das principais avenidas da cidade cujo quadrilátero central homenageava todos os estados brasileiros, exceção, evidentemente, àquelas reservadas a vultos históricos, como os do triunvirato responsável pela Proclamação da República (marechal Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e Quintino Bocaiúva), além do presidente Getúlio Vargas. Daí a importância do rigoroso critério na hora dessas proposituras, para não se banalizar a história, em respeito aos verdadeiros pioneiros, e, também, pelo transtorno que isso acarreta principalmente a quem tem comércio.
Este tão polêmico troca-troca só deu uma estancada na administração José Elias Moreira. Recém dividido o Mato Grosso e não havendo mais estados a serem substituídos por nomes até de alguns ilustres desconhecidos ou de quem pouco ou nada havia feito para merecer tamanha honraria, o prefeito, casado com uma cuiabana, bateu na mesa impedindo que perdêssemos o último fiapo de nossa histórica ligação com o estado de origem, já que queriam trocar também os nomes das ruas Mato Grosso e Cuiabá.
Quando da partida do líder trabalhista Harrison de Figueiredo, ícone da advocacia e orgulho maior dos descendentes do pioneiro Izidro Pedroso, até como forma de desagravo pelas tantas vezes que foi para o xilindró nos tempos da “Revolução”, sugeri que seu nome substituísse o 31 de Março das placas da ruazinha que liga a velha Cabeceira Alegre ao local onde Ramão Cambota (que não é nome de rua!) promovia os grandes bailes da cidade, já que esta data nos remete a um passado de tão triste memória, exceto para alguns remanescentes dos reacionários da antiga UDN. Pouco antes, desestimulei uma sugestão de homenagem ao meu avô, João Evangelista Luiz da Silva, por ter sido um simples carroceiro da mesma Cabeceira Alegre, embora até merecesse, pelo pioneirismo da família Urbano, do Guassu, mas entendendo que a família já se dava por honrada com a homenagem ao patriarca José Luiz da Silva, nome de uma rua do Jardim Água. São dois exemplos de critério, para que os novatos do Jaguaribe não caiam em tentação.
Por melhores que sejam as intenções do meu amigo internauta lá do interior de São Paulo que sugere meu nome para um cruzamento qualquer da Marcelino Pires, não tem como não declinar da homenagem, até porque, a lei é clara: para isso acontecer, embora este seja o desejo de alguns desafetos que não gostam de jornalistas insubordinados, teria que partir imediatamente desta para uma melhor, mas, pretendo, ainda, incomodar muita gente. Vivinho da silva! É claro.
Ps – Para que não fiquem dúvidas quanto à iniciativa, veja o que escreveu o internauta ao comunicar a “homenagem” via email:Olá Valfrido! Aqui é o Luiz Carlos! (irmão do Francês)
Mandei fazer essas placas no Dpto. de Trânsito da vizinha cidade de Limeira! São originais! Até o postinho ficou pronto! Basta fixá-las uma oposta a outra e pronto… Você a terá em mãos brevemente!
As homenagens devem ser feitas enquanto vivem as pessoas que fazem mudar o destino de muita gente!
Abraços,
Luiz Carlos!
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