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2015, o ano que não terminou, também, para o Mato Grosso do Sul

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05/01/2016 – 10h56

Nada mais emblemático que a imagem de uma ponte da grife Giroto/Puccinelli, recém-construída, e já desabando, num efeito dominó, para começar o ano seguinte ao que será indelevelmente lembrado como aquele em que, como diria o chefe da quadrilha do Petrolão, Lula da Silva, nunca antes na história se roubou tanto. No Brasil e no Mato Grosso do Sul, diga-se. Tanto que por aqui o primeiro ano do governador-censor Reinaldo Azambuja foi de fazer inveja aos anos de chumbo da ditadura militar, quando a censura à imprensa comia solta.

Daí, o plágio do título de Zenir Ventura, neste retorno, ops!, aqui no espaço do Blog, em 2016. Interessante é que a ideia do plagio veio ainda nos estertores do ano que, de novo, insiste em não terminar, por conta da inversão de papéis de um dos mais ilustres personagens do livro de Ventura, o antológico Chico Buarque – em 1968, uma das vítimas da ditadura que torturava presos políticos e censurava a imprensa; agora, em 2015, dando samba pelo tanto que defende o governo mais corrupto da história.

Assim como Chico Buarque perpassa a história pelo tanto de polêmica que continua causando, também alguns dos mais ilustres personagens da política do Mato Grosso do Sul vão continuar dando, muito, o que falar em 2016. Começando pelo maior e mais ilustre deles, André Puccinelli – o médico operador nas linhas e nos travessões da Colônia Federal de Dourados, que começou na política tentando ser prefeito de Fátima do Sul, para emplacar como prefeito da capital, depois todo-poderoso e o mais refestelado dos governadores, que muitos acreditavam capaz até de superar o mitológico Pedro Pedrossian, agora dando toda a pinta de que pode passar à história como o chefe dos operadores da maior organização criminosa com passagem pelo Parque dos Poderes. E passando por Delcídio do Amaral, este, com todos os louros pela condição de primeiro senador preso da República. Daí para a raia miúda, como o homem da ponte que caiu, mas expoente da Lama Asfáltica, Edson Giroto, que sentiu o gostinho do xilindró, mas para lá podendo voltar, em companhia do empreiteiro-mor, dos tão famosos cafezinhos, João Amorim; o blasfemo prefeito-pastor Gilmar Olarte, além, claro, da caterva legislativa andrezista da capital.

Quanto ao governador-censor Reinaldo Azambuja, não perde por esperar. Seu bom-mocismo passou incólume neste primeiro ano de graças à competência da equipe de comunicação emprestada pelos tucanos mineiros. Como não há mais espaço para Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler, para quem uma mentira contada mil vezes acabava virando verdade, vai que uma hora seu Zahran perde a paciência, como aconteceu com Antônio João Hugo Rodrigues, e aí a vaca vai pro brejo.

Pode ser, também, que o Tribunal de Justiça do Estado não esteja, no todo, tão atolado em todo esse lamaçal asfáltico, como denunciou, lá atrás, o ex-deputado Ari Rigo, durante a douradense operação Uragano, e, aí, ficando mais difícil ainda, continuar jogando tanta sujeira para debaixo do tapete. Ainda mais agora, diante das flagrantes evidências de que o grande conchavo que possibilitou sua eleição não incluía apenas o providencial empurrãozinho de André Puccinelli e de Nelsinho Trad, mas tinha também o dedo de Londres Machado, o vice de Delcídio do Amaral, já que um dos grandes operadores do cacique fátima-sulense acaba de ser alocado na Casa Civil, de ladinho com Sérgio de Paula, como coordenador de um projeto tucano visando eleger o maior número possível de prefeitos para que aí, sim, numa hipotética tentativa de reeleição, Azambuja não fique devendo até as cuecas para os adversários. Nenhuma surpresa, aliás, vindo de um azarão cuja candidatura só vingou depois de memorável périplo em que andou pensando o Mato Grosso do sul justamente com Delcídio do Amaral, que só não foi o governador de todos, como se previa, porque o PT nacional, pelo óbvio da coisa, vetou a ideia de Azambuja se eleger Senador.

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