22/01/2016 – 09h36
“Com a ascensão do PSDB ao poder e como detentor da máquina (o grifo é do blog), todos vislumbram contar com o apoio de Azambuja para vencer as eleições”. Pode parecer óbvia, até pelo tom informativo e sem a pretensão de entrar no mérito da intrincada questão, a colocação de Zana Zaidan, na página política do Correio do Estado da última segunda-feira, mas não deixando de escancarar a desfaçatez a que chegou, com raríssimas e honrosas exceções, a classe política estadual.
No texto a jornalista fala do impressionante pragmatismo dos pimpolhos do brilhante jurista, grande tribuno, deputado Nelson Trad. Marquinhos, o deputado estadual que despontava como favoritíssimo à cadeira que o irmão Nelsinho entregou de mão-beijada a Alcides Bernal dizendo que só vai definir seu futuro político depois de “conver$ar” com o governador. O próprio Nelsinho – e aí o que parece ser a mais fina ironia de Zana Zaidan – que “segue” com Azambuja, não só como médico da tal caravana da saúde pelo interior do Estado, mas como candidatíssimo ao retorno, ops!, até porque o governador já teria acenado com a possibilidade de lançar um tucano ou algum aliado do palanque da “mudança de verdade” como seu candidato a vice.
Coloquemos os pingos nos “is”. Antes, porém, acrescentando que não apenas os irmãos Trad, mas outros aventureiros, como a deputada Mara Caseiro, ex-prefeita lá da pequenina e longínqua Eldorado, agora posando de “capitalista” (o leitor, e o eleitor, de Campo Grande, principalmente, que faça seu juízo) também já namora com Azambuja, da mesma forma o aquidauanense Felipe Orro, ambos sonhando com a prefeitura que nem Bernal nem Olarte estão dando conta de tocar. Mas só querem o apoio de Azambuja, que fique claro, porque ele é o detentor da máquina. Quer dizer que o todo-poderoso chefe André Puccinelli, sem a “máquina”, não serve mais? Isso lembra outra famosa máquina – de fazer, de fabricar, literalmente, dinheiro – que levou à cadeia dois ex-prefeitos interioranos, Deodato Leonardo, de Glória de Dourados e Luiz Grande, de Ivinhema. Não precisa dizer mais nada. Depois, que não fiquem de perseguição a promotores como Marcos Alex.
Agora a minha contribuição, como defesa prévia, no processo que o governador-censor Reinaldo Azambuja move contra este blog, só porque escrevi que a tão decantada mudança de verdade era de mentirinha e que seu governo já havia começado atolado na lama asfáltica produzida por Edson Giroto. Se Nelsinho Trad, que por oito anos comandou a azeitada “máquina” da prefeitura da capital, “segue” com ele é porque sempre estiveram juntos, antes, durante e depois da campanha, mesmo “enfrentando-se” no teatro da “disputa” organizado por André Puccinelli, mas a cada dia que passa, a cada nova descoberta, tanto nos processos da lama asfáltica como do coffee break, ficando mais claro o tamanho da farsa. O olhe lá se Delcídio do Amaral, com quem Reinaldo Azambuja andava pra cima e pra baixo “pensando” o Mato Grosso do Sul, e a quem até já tratava como “nosso futuro governador”, não fazia parte (antes, evidentemente, de ser preso) do mesmo pacote ou projeto de poder.
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