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Eleição municipal vai depender da Lama Asfáltica e da Lava Jato

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25/01/2016 – 01h29

O PMDB com seus candidatos a prefeito saindo pelo ladrão, tanto que a cada dia aparece um novo tertius (o último deles, o vice-prefeito Odilon Azambuja); o demo Zé Teixeira, sempre sem-votos (para este tipo de empreitada), com a velha ladainha do “Blocão”, com a costumeira arrogância de não abrir mão de comandar o processo, alimentando o sonho de outro sem-votos (José Carlos Barbosinha), mas já apartando quantas boiadas forem necessárias, na torcida de que seja ele próprio o ungido para enfrentar meia dúzia de nanicos que se se cotizarem talvez consigam umas ninharias para pagarem (não mais) que os famigerados santinhos; Murilo Zauith, o homem da “máquina”, de braços cruzados, esperando passar a procissão, mesmo assim só para carregar um pouquinho o andor como forma de penitência por não ter conseguido transformar as avenidas centrais no tão sonhado tapete betuminoso, até para não derrapar, também, na escorregadia lama asfáltica.

Ufa, haja respiração! Para não perder o fio da meada, falando na bendita (ou seria maldita?) lama asfáltica, que abundem os nomes, não importa se do PMDB, do PT, seu sócio do butim na roubalheira nacional, ou de outros parceiros não tão chegados, mas não menos ávidos por um retorno, como PP e PDT. Definição de nomes, mesmo, desde que se obedeça ao critério da ficha-limpa, com o perfil que o eleitor está a exigir, só depois que a Justiça (vamos ser otimistas, com um jota maiúsculo aí, né, vai que dessa vez desencante!) estadual fizer como a Federal, do intimorato Sérgio Moro, colocando atrás das grades pelo menos meia dúzia de gatunos salafrários como os empreiteiros e “engenheiros” das milionárias pontes que não resistem a uma correnteza mais forte ou do famoso asfalto “casca de ovo” que expôs a bela capital morena ao vexame de aparecer no Jornal Nacional da Rede Globo como uma das cidades com ruas mais esburacadas do orbe. Péra aí, eleições em Dourados ou Campo Grande? Vale para a capital também, já que os corruptos e bandidos que fazem fortuna com o dinheiro público comandam a política lá e cá.

Mas nem só da lama asfáltica ficam a depender os pretensos candidatos e os tão ansiosos eleitores para saber quem será o sucessor de Murilo Zauith. As eleições municipais deste ano no Mato Grosso do Sul, principalmente, em Dourados, passam necessariamente pela Lava Jato. Afinal, é aqui que está um dos alvos mais fáceis da monumental investigação comandada por Sérgio Moro – a Usina São Fernando, cuja operação desmonte, em consequência de um iminente processo de falência parece ter começado neste final de semana, como noticiou a Folha de Dourados. Neste caso, os reflexos no processo sucessório virão não apenas pela repercussão da prisão de seus verdadeiros proprietários (um deles, o Bumlai, já há dias fazendo curso de canarinho – o outro é um mistééééério), como pelo caos que isto pode causar na economia, levando muita gente boa também à falência.

Que fique claro, porém, que isso só vale enquanto Delcídio do Amaral – até agora o mais ilustre presidiário da maior quadrilha já desbaratada nas Américas – continuar de bico calado, porque se ele resolver colocar a boca no trombone, denunciando, dos companheiros petistas e peemedebistas aos membros da alta magistratura, como ameaça, bem possível até que o Brasil caia num vazio institucional, e aí seria o caos; babau eleições. Seria o caso de “chamar o Pires!”, como, por muito menos, ameaçou o presidente João Figueiredo, referindo-se ao seu ministro da guerra. Mas, sejamos, mais uma vez, otimistas. Que Delcídio se contente com uns “poucos” caraminguás para fechar o bico, o suficiente para voltar à sua dolce far niete, como cidadão comum, na paradisíaca Floripa, com direito a umas esticadas a Ibiza, ainda tem Vander Loubet. E alguém tem alguma dúvida de que, além de cassado o famoso primeiro-sobrinho ainda vai puxar uma cadeia das brabas? E aí sobra pra titio Zeca e toda a companheirada douradense, para outros aliados com candidatos já colocados e até para os que oficialmente não são aliados, isto, pelo tamanho da desenvoltura de Loubet, um dos mais famosos gazeteiros da Câmara Federal, agora se sabe, porque estava – e logo com quem! – com Collor de Melo, tomando de assalto a BR Distribuidora. Daí que quem sobrar (entre candidatos e seus caciques), para contar esta história, ainda vai ter que explicar direitinho com quem andou e o que aprontou desde que se instalou o turbilhão do mensalão, emendado no do Petrolão, sem contar os que ainda têm contas a acertar com a Uragano.

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Marçal Filho e Zé Teixeira sonham com a cadeira de Zauith

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