01/02/2016 – 06h26
Presidente da CASSEMS afirma que a cidade enfrenta problema político-administrativo e que a população está cansada de sofrer com esta situação
Semelhante à proposta usada pelo grupo tucano nas últimas eleições, o presidente da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul), Ricardo Ayache, do PSB, aposta em um ‘projeto inovador’ para disputar a prefeitura de Campo Grande. Segundo o médico, a Capital passa por grave problema político-administrativo e o eleitor está cansado da instabilidade no Executivo e desacreditado na administração.
“Vejo que há um sentimento de falta de credibilidade por parte da população, por isso, aposto na construção de um projeto que seja inovador para Campo Grande. Por exemplo, vejo como absurdo discutir buraco, justamente em uma cidade que é uma Capital brasileira. O asfalto teria que estar em boas condições de uso. Vemos que este sistema que está aí não atende a demanda da população”, comentou.
Outro ponto que deve ser prioridade para ele está relacionado ao sistema para marcação de exames médicos. “É um absurdo também, um paciente esperar tanto tempo para marcar um exame de ultrassom ou uma tomografia. São exames simples, fáceis de resolver, mas que demoram tanto. Por isso, nós vamos construir um projeto para sair dessa crise política que a cidade passa. A população sofre com tudo isso que acontece”.
Apesar do grande número de interessados em concorrer, Ayache garante que a sua pré-candidatura é certa. “Sim, enquanto isso não há problemas. Em dezembro conversei com a presidente do partido, deputada federal Tereza Cristina, e estava tudo acertado e certo”.
E continua: “o que nós queremos é construir uma base de um projeto que tenha o objetivo de levar a Campo Grande aquilo que a população deseja, uma cidade desenvolvida, que gere empregos, que dê saúde para a população, educação, que dê acima de tudo uma expectativa de uma cidade melhor do que aquela que nós temos hoje. A gente percebe as pessoas desanimadas, sem esperança de um futuro. “.
Alianças
Sobre uma possível alianças com o Partido dos Trabalhadores, legenda pela qual disputou o Senado, Ayache é discreto e mantém o mistério. “Em dezembro, eu conversei com o deputado federal Zeca do PT sobre a minha candidatura. Vejo que no caso do PT, me parece que eles estão definindo uma candidatura própria, mas a política é muito dinâmica, tudo pode acontecer. Agora ainda é muito cedo, mas vejo que é o momento em que todo mundo conversa com todo mundo”.
Em relação aos possíveis opositores nas eleições, como por exemplo, os irmãos Trad (Nelsinho e Marquinhos), o próprio Zeca do PT – que declarou apoio ao amigo – e o deputado Pedro Kemp, o médico acredita que melhora o debate. “Bom vejo que todos esses são pessoas com mandato e acabaram contribuindo para esta situação. Por isso, apostamos em um projeto com algo novo para Campo Grande”, completou.
Ainda na avaliação dele, um entendimento entre o ex-governador André Puccinelli, do PMDB, e o ex-prefeito da Capital, Nelson Trad Filho, do PTB, é totalmente possível, considerando as especulações nesse sentido que começam a circular. “Um já apoiou o outro, é natural. Pra mim é natural que eles estejam juntos, não vejo isso com nenhum espanto. Eles caminharam juntos ao longo dos últimos vinte anos, não é?”.
Agora sobre o resultado desse apoio nas eleições: “isso só a urna vai dizer. Eleição não adianta fazer previsão, está muito cedo, as pré-candidaturas nem estão colocadas. Acho que a gente tem que esperar o tempo passar, as coisas se delinearem, novas ideias para população. Mas a população não quer coisa ‘requentada’ não”, finalizou.(Top MidiaNews)

