16/02/2016 – 11h16
“Após minudenciada análise do caderno processual, não se constatou, por ora, qualquer interesse público (os grifos são do Blog) apto a ensejar o ingresso do Estado na epigrafada Ação Civil Pública, em quaisquer de seus pólos. Reforça esse entendimento o fato dos requeridos sequer terem apresentado suas respectivas manifestações escritas”. Acredite, mas por mais absurdo que possa parecer, nestes tempos de Petrolão nacional e das espetaculares derrapagens na lama asfáltica de Edson Giroto no Estado esta é a resposta do governador-censor Reinaldo Azambuja, por meio do procurador Adriano Aparecido Arrias de Lima, declinando do “convite” do Ministério Público para que o governo eleito com a promessa de “mudança de verdade” entre na ação de improbidade administrativa movida conta o ex-governador André Puccinelli e seus comparsas.
Nem seria o caso de se emprestar a lupa herdada de meu compadre Antônio Tonanni aos juristas que assessoram Azambuja, muito bons, que se diga, para processar e censurar a imprensa. Depois dessa, fica mais claro, ainda, que a tal mudança era de mentirinha. Pior, pela forma como Azambuja se esquiva do processo (ele querendo ou não vai chegar a hora que vai ter de se explicar), que a dívida, senão a de campanha, como aqui colocado reiteradas vezes, o que gerou a censura contra o Blog, pelo menos a dívida de “gratidão” para com André Puccinelli e Nelsinho Trad é muito grande. Tanto que além de não querer processar André Pucinelli, Azambuja já fala até em apoiar o retorno, ops!, de Trad, com quem disputou o governo, à prefeitura da capital.
Mas que não fiquem os leitores eleitores pensando que é só uma questão de gratidão ou de acerto de contas. Uma vez entronizado Azambuja já mostrou que não só não é diferente dos outros na hora de honrar compromissos de campanha como, o que é pior, a palavra empenhada como governador, tanto que deputados, até os da base aliada, já começam a se incomodar com o que parece ser um profundo quadro de amnésia. Talvez porque só agora sua excelência tenha se atinado para o fato de que o buraco é um pouco mais embaixo, daí a não ter como não dar à mão a palmatória para admitir que seu governo já começou, sim, atolado na mesma lama asfáltica que agora se recusa a ajudar investigar.
Vamos e venhamos que se não fossem as pendências financeiras com seu antecessor e com o ex-prefeito da capital Azambuja tivesse o maior interesse em ver seus “adversários” se estrepar, dando a maior força para que os processos avancem no Judiciário. Seriam dois a menos em seu caminho. A questão é que na esteira enlameada de André Puccinelli, Edson Giroto, João Amorim, João Baird e Cia., pode escorregar também o primogênito do governador, Rodrigo Azambuja. Não por coincidência, como encarregado de fazer a ponte entre os “operadores” do governo anterior e o de seu pai, o que encaminhou conversas com o grupo JBS, que mesmo sendo uma das maiores empresas de alimentos do orbe foi uma das primeiras contempladas com um incentivozinho fiscal de cerca de um bilhão de reais do governo de papai para ampliar sua plataforma de operações em Dourados. Elementar (que é tudo uma questão de retorno) meu caro Watson, diria o famoso detetive inglês Sherlock Holmes se estivesse no caso!
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