26/02/2016 – 12h05
Os números dos ganhos do marqueteiro e “ministro” da comunicação petista João Santana, graças aos esguichos da Lava Jato mostrados reiteradamente na tela da TV como que saindo em borbulhas dos dutos da Petrobrás devem estar caindo como um banho de água fria no lombo dos menos aquinhoados entre os tantos que se assanham em disputar prefeituras este ano. Principalmente os de cidades onde a eleição depende basicamente de grandes estratégias de comunicação de massa, como as caríssimas campanhas de Rádio e TV (mesmo as sem audiência, como no caso da RIT douradense), ainda mais agora que o tempo de propaganda ficou mais curto que coice de porco.
Dos “módicos” dois milhões de reais (declarados) que Delcídio do Amaral gastou (só com marqueteiro) para se eleger senador da primeira vez, aos 50 milhões de dólares que João Santana e Mônica Moura cobram para fazer uma campanha presidencial na paupérrima africana Angola. São números autoexplicativos de tanta corrupção na política e que obrigam a quem tem juízo dar um tempo com esse tão lucrativo negócio que vem colocando tantos poderosos e endinheirados atrás das grades.
Aos que estão torcendo o nariz, duvidando da assertiva do título deste post, não precisam ir muito longe. Basta o exemplo duas últimas campanhas eleitorais para a prefeitura de Dourados – a de 2008, em que o endinheirado Murilo Zauith, com apoio de André Puccinelli e Cia. perdeu para o fenômeno Valdecir Artuzi e, depois, as da eleição-tampão e de reeleição do mesmo Zauith. A primeira, pela peculiaridade do momento pós-Uragano, com o dono da Unigran nadando de braçada entre alguns nanicos; a segunda, esmagando sem dó nem piedade a popularíssima, mas pobretona, radialista Keliana Fernandes, à época ainda apoiada pelo companheiro Marçal Filho.
Menos mal que entre os mais refestelados para a próxima peleia na terra de seu Marcelino (pelo menos até que o demo Zé Teixeira não fique nervoso, mais do que já anda, e aí sai debaixo!) nenhum milionário ou fenômeno eleitoral, o que torna a refrega mais democrática. Mesmo assim, ainda com base nos estratosféricos números cobrados pelo marqueteiro petista, um candidato a prefeito, para não fazer feio, precisa ter no bolso coisa aí de três a cinco milhões. De reais, não de dólares. Muito dinheiro, ainda, para os padrões de tantos pobretões da política, como Geraldo Resende, que tanto se orgulha de sua humilde origem de picolezeiro e engraxate jornaleiro e que jura de pés juntos não ter amealhado fortuna com seus repetidos mandatos federais.
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