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Luíza Ribeiro pode ser a alternativa do PPS em Campo Grande

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10/04/2016 – 09h47

Depois de apoiar Reinaldo Azambuja para a prefeitura de Campo Grande em 2008 o PPS está disposto a abandonar o projeto tucano, reeditado em 2014, quando ajudou eleger o mesmo Azambuja governador, para lançar candidatura própria à sucessão de Alcides Bernal. E o nome que se sobressai, nesses tempos de Lama Asfáltica, Coffee Break e Lava Jato, por sua postura transparente num mandato pautado pela luta contra a corrupção, é, naturalmente, o da vereadora Luíza Ribeiro, sobrepondo-se até mesmo ao do ex-vereador e atual secretário estadual de cultura Athayde Nery, sempre tido como a cara do PPS, mas visto no partido como muito conservador.

A decisão do PPS de sair da condição de coadjuvante para ser protagonista na eleição da principal prefeitura do estado leva em consideração o ambiente político desastroso e o sentimento de frustração na cidade que sempre se orgulhou por figurar no ranking das capitais brasileiras com melhor qualidade vida, mas que ultimamente se encontra em pandarecos. Além da má qualidade dos serviços públicos, em geral, com destaque para a buraqueira infernal do asfalto “casca de ovo” da era Giroto, o rombo nas contas públicas, que deve inviabilizar potenciais candidaturas, como a do ex-prefeito agora petebista Nelsinho Trad e do capo peemedebista André Puccinelli.

Neste contexto, embora participando do governo Azambuja com Athayde Nery na secretaria de Cultura e em algumas sinecuras na Casa Civil o PPS faz valer seu princípio programático de “radicalidade democrática”, não engolindo o eventual apoio de seu principal aliado à professora tucana, Rosiane Modesto. E não apenas porque Azambuja só tem olhos para seu PSDB, não aproveitando o leque de opções partidárias que tem à mão, mas principalmente pela condição da vice-governadora como uma das mentoras do golpe contra Alcides Bernal, o que possibilitou a ascensão do pastor Gilmar Olarte, em cuja “administração” Campo Grande foi enterrada de vez no fosso em que se encontra hoje. Assim, os socialistas entendem ser esta a hora de apresentar um candidato que atenda aos anseios eleitorado, alguém com sangue novo e que não tenha o rabo preso com o caciquismo político que imperou nos últimos trinta anos, daí advindo o desastre da dupla Bernal-Olarte.

Para o êxito desse projeto o PPS conta com aliados históricos como o PSB e o PV, além da novidade nacional que é Rede de Sustentabilidade, com Marina Silva se consolidando nas pesquisas eleitorais como herdeira do espólio petista-peemedebista no pós-Lava Jato. Os defensores da candidatura Luíza Ribeiro avaliam que pela coerência de sua atuação política e pelas causas sociais que defende seu nome tem hoje mais peso que o da própria sigla, por isso podendo ser mais facilmente digerido pelo eleitorado sequioso de novas lideranças. Assim, ela se apresenta como a melhor alternativa entre o desgoverno de Alcides Bernal, a mesmice do projeto de Azambuja (até porque o governador não se decidiu ainda se fica mesmo com Rose Modesto, depois de sinalizar apoio ao próprio Nelsinho Trad) ou o retorno da era Puccinelli, com ele mesmo candidato ou apoiando alguém, como Marquinhos Trad, até aqui bem posicionado nas pesquisas, mas devendo sofrer as consequências dos desmandos de seu grupo político.

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