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Na posse, Marun diz que maior desafio é aprovar a Previdência

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16/12/2017 – 07h17

Deputado do MS assumiu a Secretaria de Governo, em substituição ao tucano baiano Imbassahy. Cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, após presidente ter alta médica.

O presidente Michel Temer deu posse na tarde desta sexta-feira (15) ao deputado Carlos Marun (PMDB-MS) como novo ministro da Secretaria de Governo. À frente da pasta, o peemedebista do responderá pela articulação do Planalto junto ao Congresso Nacional. O deputado do Mato Grosso do Sul substitui na Secretaria de Governo o tucano Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que retomou o mandado de deputado federal.

Em sua fala na posse no Palácio do Planalto, Marun, além de agradecer a oportunidade comandar a articulação política do governo federal, se declarou como um “soldado” do governo de Temer a partir de agora. “Sou um soldado, sob o vosso comando, em sua árdua luta para fazer com que o nosso país seja um Brasil melhor para todos os brasileiros”, afirmou.

A principal tarefa do novo ministro é batalhar pela aprovação da reforma da previdência, cuja tramitação ficou para 2018. “Vou levar adiante a reforma da previdência, até porque não haverá prejuízo para os mais pobres e sim aos privilegiados”, discursou.

A mudança na articulação política contempla os partidos do chamado ‘centrão’ e o PMDB, que estavam insatisfeitos com o tucano e a postura do PSDB em relação aos temas prioritários do governo. Entre os desafios do novo ministro está auxiliar o Planalto a conquistar os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, a partir de fevereiro do ano que vem. O governo tentou viabilizar a votação na próxima semana, porém não conseguiu a garantia de vitória na votação.

Ao discursar na cerimônia, o presidente pediu a Marun, a quem classificou como um gigante e com muita energia, que se dedique “18 horas por dia, se possível 20 [horas]” à reforma da Previdência. Temer admitiu ainda que o governo não conseguiu reunir todos os votos para aprovar o texto e, por isso, decidiram adiar a votação para “não constranger” os apoiadores da proposta.

‘TROPA DE CHOQUE’ DE CUNHA

Deputado de primeiro mandato, Marun foi integrante da tropa de choque do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, hoje preso, de quem se manteve próximo mesmo após a cassação do mandato e posterior prisão. A proximidade com Cunha era tanta que, em 30 de dezembro do ano passado, o novo ministro chegou a usar dinheiro público para custear parte das despesas que teve na visita que fez ao ex-presidente da Câmara na prisão.

Das fileiras de ataque de Eduardo Cunha, o deputado passou a ser um dos mais enérgicos defensores do governo Temer. Com bom trânsito entre deputados do PMDB e do centrão, grupo que nasceu sob o comando do ex-deputado preso, Marun é visto como um nome que poderá aliviar a pressão nas cobranças que partidos da base fazem a Temer, que enfrenta, de agora até fevereiro de 2018, negociações difíceis para aprovar a reforma da Previdência.

Marun é conhecido por seus discursos acalorados. Logo foi convocado para assumir a linha de frente da defesa do governo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), palco do primeiro round de votação da denúncia que o Ministério Público enviou à Câmara um mês após a revelação das conversas entre Temer e Joesley Batista. Marun foi uma das 17 trocas que o Planalto promoveu na CCJ para salvar o mandato de Temer.

Marun, Temer e Padilha, durante a posse no Planalto

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