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segunda-feira, maio 11, 2026

O protagonismo histórico do Mato Grosso, do Sul!, na política nacional

As três senadoras que colocaram o Mato Grosso do Sul no topo da política nacional

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Com a devida vênia pelas duas vírgulas no título, menos pela necessidade da ênfase que se tem dado para alertar aos desavisados da inserção do MS no mapa do Brasil, mais pelo contexto histórico, quando Mato Grosso uno, o estado elegeu dois presidentes da República – o marechal cuiabano Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), no entremeio da era Vargas, e o meteórico e esquisitíssimo advogado campo-grandense Jânio da Silva Quadros (empossado em 31 de janeiro de 1951, para renunciar sete meses depois, em 25 de agosto de 1961). Mas, puxa-saquismo à parte, apelando ao bordão preferido do presidente eleito Lula da Silva, nunca antes na história o agora Mato Grosso do Sul esteve tão em alta no contexto político nacional como nessa última eleição. E Dourados, para não fugir à regra, pegando uma caroninha básica, já que pela primeira vez ostentou uma candidatura presidencial, com Soraya Thronicke, ela que já havia entrado para a história quatro anos antes como a primeira senadora nascida na terra de seu Marcelino.

Protagonismo maior de Simone Tebet, que se antecipou à fênix, para não ter que tentar renascer das cinzas lá na frente, lançando-se também candidata à presidência da República no vácuo deixado pelas penas que sobraram do ninho tucano, uma dessas providenciais obras do destino para que o velho MDB de Ulysses Guimarães tivesse uma sobrevida depois do envolvimento de seus principais caciques em esquemas de corrupção como os do mensalão e do petróleo lá; da lama asfáltica e do cofee breack cá. Mais providencial ainda, para Tebet, a mãozinha dada por Ciro Gomes, que, no melhor estilo Bolsonaro, acabou metendo os pés pelas mãos, falando mais (bobagens) que a boca na reta final do primeiro turno, para que ela chegasse em terceiro lugar, o melhor trampolim para quem (já acertada desde o primeiro turno) precisava de uma boa desculpa para subir no palanque de Lula. Agora, dependendo de seu desempenho como ministra do governo petista, é só transferir o domicílio eleitoral para São Paulo e, de lá, como fez o ministro bolsonarista Tarcísio de Freitas, sair candidato ao que quiser, até, e por que não, a presidente da República, de novo. E para repetir o marechal Dutra ou Jânio Quadros, nem precisará morar na cidade (São Paulo) que seu pai, o também senador Ramez Tebet, considerava um “inferno”, bastando atravessar a ponte do Paranazão, alugar uma salinha para um escritório de compra e venda de gado (caso o maridão não consiga emprego com Eduardo Riedel) com um quartinho nos fundos, por exemplo, na aconchegante Santa Fé do Sul, no estado de São Paulo, mas ali do ladinho de sua Três Lagoas. Bem melhor, aliás, do que voltar a dar aulas na cidade onde ela e pai foram prefeitos, ou tentar, quem sabe, voltar à Assembleia Legislativa, onde tudo começou, também para ela e o pai, na política dos dois Mato Grossos.

Quanto às duas outras senadoras, a bolsonarista eleita, Tereza Cristina e a bolsonarista arrependida Soraya Thronicke, um protagonismo que pode também ser efêmero, embora, por seu DNA udenista-arenista (bisneta e neta de governadores e senadores mato-grossenses) a ex-ministra da agricultura tenha tudo para não repetir os fiascos de Soraya Thronicke no Senado. Tereza Cristina, que esteve ali para ser candidata a vice-presidente de Bolsonaro, despontando agora como candidata muito forte à presidência do Senado. Isto, claro, caso o padrinho, presidente “cuê”, não entre em depressão pelo fracasso do movimento golpista de uma meia dúzia de empresários douradenses, alguns gatos-pingados do agronegócio, que, contando com a ajuda de parceiros do Mato Grosso “do Norte” chegaram a sonhar em subir a rampa do planalto com Bolsonaro pilotando uma colheitadeira, depois de um “quebra-tudo” no Palácio ao lado, do Supremo Tribunal Federal. Os mesmos que comemoraram uma fake-news da “prisão” do presidente do TSE, Alexandre de Moraes, como se fosse o mundial de clubes do Palmeiras.

Soraya Thronicke não fez bonito como candidata a presidente, mas, sem querer, usou a campanha para mudar os rumos das eleições no estado. Logo ela que tentou alavancar sua candidatura no papel de Juma Marruá, da novela Pantanal (“sou do estado onde mulher vira onça”), bastou cutucar, com sua vara mais curta ainda, outra onça, acuada em pleno debate da TV Globo, para mandar para o beleléu as candidaturas até ali favoritas de André Puccinelli, Marquinhos Trad e até de Rose Modesto. Ao chamar Bolsonaro para a briga Soraya Thronicke transformou o lanterna capitão Contar em ponteiro, no primeiro turno. Isto, da noite para o dia, levando Eduardo Riedel a reboque. O que ela não poderia imaginar é que este seria o maior desserviço que estaria prestando ao bolsonarismo no estado, já que a declaração do presidente em favor de seu colega de farda provocaria uma inusitada virada no segundo turno E, fiasco maior, o arroubo de Soraya no debate – “esta você fica me devendo, meu amigo capitão Contar”, acabou valendo para Riedel.

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