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domingo, maio 10, 2026

Alexandre de Moraes põe PF na cola de bolsonaristas desordeiros

Estão sendo cumpridos mais de 80 mandados de busca e apreensão, por determinação de Alexandre de Moraes

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A Polícia Federal (PF) está cumprindo nesta quinta-feira mais de de 80 mandados de busca e apreensão para investigar apoiadores do presidente Jair Bolsonaro suspeitos de organizar atos antidemocráticos após o resultado das eleições.

Também há mandados de prisão e ordens de quebra de sigilo bancário e bloqueio de contas. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os mandados estão sendo cumpridos em sete estados — Acre, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina — e no Distrito Federal.

No Espírito Santo, estão sendo cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão em Vila Velha, Serra, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim. Entre os alvos estão os gabinetes dos deputados estaduais bolsonaristas Capitão Assumção (PL) e Carlos Von (DC).

–A polícia foi lá, aprendeu meu computador. Eu sei que foi um pedido da procuradora da justiça, atendido pelo Ministro Alexandre de Moraes. Mas eu não participei de nenhuma manifestação antidemocrática, não fiz nenhum pronunciamento contestando a eleição – afirmou o deputado, que também teve o passaporte apreendido.

Em nota, a PF afirmou que está cumprindo “81 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, em apuração que tramita na Corte acerca dos bloqueios de rodovias após a proclamação do resultado das Eleições Gerais de 2022”.

Na segunda-feira, durante a diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Moraes afirmou que os responsáveis por “ataques antidemocráticos” serão “integralmente responsabilizados”. O ministro também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na terça-feira, em um seminário, o magistrado afirmou também que “ainda tem muita gente para prender e muita multa para aplicar”. Moraes comentava os dados citados antes pelo ministro Dias Toffoli, também do STF, relativos a condenações nos Estados Unidos de pessoas que invadiram o Capitólio para tentar impedir a posse do presidente Joe Biden.

Estradas bloqueadas

Após o resultado das eleições, com a derrota de Bolsonaro, apoiadores do presidente começaram a bloquear estradas federais. Os atos antidemocráticos se espalharam por estados de todas regiões do Brasil, com manifestantes pedindo “intervenção federal”, e carregando faixas com palavras de ordem contra o STF, além de pedirem por uma ação das Forças Armadas sobre o resultado das urnas.

Em 17 de novembro, Moraes determinou o bloqueio das contas bancárias de 43 empresários e empresas suspeitos de financiarem os atos. Relatórios enviados por forças de segurança estaduais ao STF apontavam a atuação de deputado eleito, policiais e até ‘milícia privada’ nas manifestações.

O ministro citava, na decisão, que a manifestação realizada no Quartel-General do Exército em Brasília, com pedidos de intervenção militar, é “ilícita” e pode configurar crime contra o estado democrático.

“Verifica-se o abuso reiterado do direito de reunião, direcionado, ilícita e criminosamente, para propagar o descumprimento e desrespeito ao resultado do pleito eleitoral para presidente e vice-presidente da República, cujo resultado foi proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 30/10/2022”, escreveu.

Veículos queimados no DF

Na última segunda-feira, um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro tentou invadir a sede da Polícia Federal, em Brasília, e incendiou carros, ônibus e botijões de gás nas ruas da capital federal, em protesto contra a prisão do indígena José Acácio Serere Xavante. O indígena participava de manifestações antidemocráticas. A prisão de Serere atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Devido a ação dos manifestantes, os acessos a Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes e outras vias da região central chegaram a ser fechados. A segurança no entorno do hotel onde o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva estava hospedado também foi reforçada.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, quatro ônibus e três carros foram ‘totalmente consumidos pelas chamas’. Viaturas da corporação também foram alvo dos manifestantes. Uma idosa de 67 anos precisou ser atendida porque desmaiou em função da inalação de gás lacrimogêneo. O quadro dela foi estabilizado e ela foi enviada a um hospital de São Sebastião, no DF.

Patrik Camporez/O Globo-Brasília

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