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quarta-feira, julho 1, 2026

Dourados agora é referência quando o assunto é corrupção

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30/01/2012 – 08:01

 

Como diz o dito popular, é triste, mas é verdade – Dourados, a cidade um dia capital econômica do Mato Grosso do Sul (antes até sonhando como a Califórnia Brasileira), agora se transformou no novo referencial quando o assunto é corrupção no Estado. Quem acha que é exagero do Blog, que abra o Correio do Estado de hoje (http://www.correiodoestado.com.br/) e leia a matéria especial cujo fac-símile (alas!) mostramos aí em cima.

Menos mal que o jornal do candidato pessedista a prefeito de Campo Grande Antônio João Hugo Rodrigues colocou o Valdecir “bonito” numa foto de arquivo de Fábio Kaxote Dorta, poupando-o da atual aparência esquelética decorrência do câncer no estômago contraído na cadeia que o levou a renunciar ao cargo de prefeito por causa das denúncias de corrupção da mesma Uragano.

A matéria especial de hoje, aliás, é uma suíte (continuação) da que mostrou ontem a minguada marcha de sábado em que estudantes e políticos em fim de carreira de Campo Grande exigiram rigor nas investigações da operação policial que dizimou a mais nova geração de políticos da terra de seu Marcelino. Tanto rigor que alguém chegou ao extremo de propor pena de morte aos culpados. Imagine se vinga. Sem comentários. Tanto para a proposta, absurda, quanto para o que ela significaria, na prática.

Que o prefeito Murilo Zauith leia com atenção e medite no texto do jornal de seu amigo e guru AJ, para que (dos males o menor) Dourados continue sendo referência em corrupção apenas em Mato Grosso do Sul. Sim, porque o fato de o Valdecir ter ido com tanta sede ao pote até dá para compreender, partindo-se do também surrado – e preconceituoso – dito popular de que pobre nunca come mel e quando come se lambuza. Mas ninguém perdoaria o mínimo deslize, não vou nem dizer de Zauith, pelo inimaginável desta possibilidade, mas de um que seja de seus comandados. Aí sim, seria o caso de se pensar, não numa pena capital, mas alguma coisa, tipo assim, com o sujeito preso e acorrentado para, por exemplo, tapar os buracos do asfalto de Dourados, pelo jeito o único da face da terra definitivamente inconsertável.

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