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Puccinelli sinaliza apoio a Takimoto

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24/01/2012 – 19:01

Como leitor assíduo do Blog André Puccinelli está suficientemente informado de que seu amigo do peito, colega médico, mas adversário político George Takimoto (com ele na foto) é candidatíssimo a prefeito de Dourados, com apoio de Zeca do PT. Até já conversamos sobre isso, ano passado. E, muito mais que para querer parecer íntimo do governador, esta ressalva se faz necessária pela tentativa de entendimento de uma conversa bem mais importante, entre ambos, durante os festejos de fim de ano. Depois de um Feliz Natal e um muito mais feliz ainda 2012, enfatizando o tratamento na primeira pessoa do plural, o governador manifestou o desejo de estarem juntos nas eleições de outubro próximo, deixando o deputado com a pulga atrás da orelha. Melhor dizendo. Desejo, não. Certeza. Isso, na terceira ou quarta vez em que repetiu a frase “meu candidato lá é o que vai ganhar, o que vai gastar menos, e nós vamos estar juntos”.

Aos costumes, pois, como diz Pedro Bial em dia de formação de paredão no BBB, notando-se, de cara, cada vez mais evidências de uma interessante inversão de posições, com Murilo Zauith se enveredando cada vez mais à esquerda, não só pela paixonite delcidiana como pelas conveniências que o levaram (mas só por estar prefeito) a se encantar pela cartilha de Miguel Arraes e assinar ficha de filiação no partido do neto do revolucionário pernambucano, aliado de primeira hora do governo da ex-fada madrinha de Puccinelli. Quanta ironia! De outro lado, o PT de titio Zeca finalmente endireitando, em Dourados, via Takimoto, o que, diante da desgraça que se abateu sobre o PMDB local pode, ironicamente, ser o início de uma até aqui impensada aliança entre o ex e o atual governador, para a eleição do prefeito da segunda maior cidade do Estado.

Quando tenta seduzir Takimoto dizendo que seu candidato é o que vai ganhar mesmo gastando menos, obviamente que, de cara, André está descartando seu endinheirado ex-vice-governador e, pelo jeito, quase ex-aliado político. Quanto aos companheiros de partido que prometeu apoiar “desde que liderem pesquisas”, claro que o governador, com todo seu pragmatismo, já descarta, também, os deputados federais Geraldo Resende e Marçal Filho, senão pelo iminente indiciamento de ambos no STF pelas denúncias de retorno, no caso de Resende, o mais afoito, pela bofetada que foi a perda da FUNASA/MS, a grande âncora de sua pré-candidatura. Para Resende, aliás, perder a FUNASA não é o pior dos mundos, o castigo é perder para Pedro Teruel, sabendo-se que a companheirada vai puxar sem dó nem piedade a capivara de seu afilhado Flávio Brito, falando-se, e não é de agora, que Polícia Federal desconsiderou a sinalização de que ali era “proibido retorno”.

Detalhe: a conversa entre André Puccinelli e George Takimoto foi antes de um importante assessor de Zauith usar a folha de dourados para mandar um recadinho maroto ao governador quanto a possibilidade do chefe disputar o senado outra vez em 2014, quando Zeca também concorreria. Isto, claro, como contraponto às informações mais apaixonadas dando como favas contadas a eleição do próximo senador.

Agora, então, com a Justiça Eleitoral podendo obrigar a TV Morena montar palanque eleitoral também em Dourados, é que a coisa vai ficar interessante, com o neossocialista Murilo Zauith, candidato à reeleição com o apoio do tucano enrustido e pré-candidato a governador Delcídio do Amaral, dos petistas Vander Loubet, Laerte Tetila e Cia., tendo como principal adversário o deputado George Takimoto, de um tal PSL, mas, sobretudo candidato de Zeca do PT. Neste caso, como Geraldo Resende garante que não abre mão nem que a vaca tussa, André Puccinelli pergunta onde é o palanque, vem aqui umas duas vezes, fingindo-se de morto e liberando os seguidores para o que der e vier. Serão tantas emoções…

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