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Murilo quer derrotar PMDB e impor-se a André para colocar Dourados no topo da política do MS

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12/12/2011 – 15:12

Foto/Anita Tetslaff

 

De “coração partido”, Murilo vai para o enfrentamento com o André.

Diante de um gracejo de André Puccinelli a respeito das escaramuças entre Murilo Zauith e Geraldo Resende durante uma solenidade não faz muito tempo em Campo Grande o prefeito perguntou ao governador se já poderia começar a tratar o deputado como adversário. Era a senha para a deflagração do processo sucessório do ano que vem. Depois disso, embora em público tentem se mostrar civilizados, nos bastidores o pau está comendo entre os dois (por enquanto) apaniguados do governo do Estado. Nos últimos dias, então, ao longo da extensa programação elaborada pela prefeitura para as comemorações dos 76 anos da cidade as coisas só pioraram, com alfinetadas, de ambas as partes, cada vez mais doloridas.

Murilo Zauith não fala. E nem é preciso. Mas quem se arrisca na interpretação de seus pensamentos não tem mais dúvidas de que ele quer a disputa com o PMDB, com Geraldo Resende, de preferência, por entender que esta é a melhor forma que tem para impor-se ao amigo, governador André Puccinelli, consolidando sua liderança para a concretização de um projeto político, o que passa por um melhor lugar de Dourados ao sol da política estadual. De preferência, evidentemente, tendo o nome Murilo Zauith como alternativa viável ao Senado ou ao governo do Estado após o encerramento da era Puccinelli.

Depois das andanças e das muitas falas do governador por Dourados nestes últimos dias este quadro parece que ficou ainda mais delineado. Murilo não fala. E nem é preciso, mas em que pese a marca cada vez mais forte da atual administração estadual na cidade, agora, com a prefeitura na mão e do alto da condição de maior liderança política da região ele deixa entender que André só tem olhos para Campo Grande e Três Lagoas. Ou, politicamente falando, para Edson Girotto, em primeiro lugar e como seu sucessor natural, para Nelsinho Trad e Simone Tebet.

Murilo não fala. E nem é preciso. Mas se dependesse, por exemplo, de assessores como o secretário de governo, José Jorge Leite Filho, a campanha contra o PMDB, contra Geraldo Resende, de preferência, já era para estar nas ruas. E olha que Zé Jorge, o Zito, sabe o que fala. Cria política de Londres Machado, ele é testemunha de uma cena que mudaria para sempre o cenário da pacata Fátima do Sul e, por consequência, do Estado, uma lição que o credencia à condição de articulador político: a do dia em que um médico recém-iniciado na política recusou um convite para se alistar no exército de seu todo-poderoso padrinho. O argumento daquele médico atrevido? Se se aliasse a Londres não iria a lugar nenhum.

Assim como o dr. André de então, Murilo também quer ser governador. Ele não fala. Nem é preciso, mas certamente que aprendeu a lição com seu guru político, e já monta acampamento para, pelo menos do lado de cá da barranca do rio Dourados, fazer valer a força da cidade à qual Fátima do Sul pertenceu enquanto Vila Brasil.

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