02/12/2011 – 18:12
Foto/Anita Tetslaff
Prefeito Murilo e governador André, entregando a chave da cidade a Papai Noel.
A contagem regressiva de ontem à noite na concha acústica de plástico da Praça Antônio João para que o governador André Puccinelli, o prefeito Murilo Zauith e trupe acendessem as luzes de Natal me remeteu ao já longínquo início da década de 1970, quando outro governador, do Mato Grosso ainda inteiro, Pedro Pedrossian, esteve ali naquela mesma praça, só que na parte da frente, para acionar a alavanca dando por inaugurado o linhão de energia elétrica vinda do complexo Urubupungá/Jupiá e que tiraria Dourados da quase completa escuridão e aposentando definitivamente o velho gerador “Fernandão”, que fornecia energia só até às 22h. Tanto que, frustrado pela luz que “não acendeu”, pelo menos no local da cerimônia, corri para a avenida Marcelino Pires, onde, quarenta anos atrás o vereador Celso Amaral andava de um lado para outro, olhando para cima, não se contendo de emoção diante de um povo embasbacado com tanta claridade noturna, só assim podendo dimensionar o resultado do trabalho da primeira dama Cecília Zauith, ao vislumbrar os troncos e os galhos do arvoredo central de nossa principal artéria toda engalanada com 27 mil metros de mangueiras com um milhão de lâmpadas de led. Chique no “úrtimo”, no linguajar do guri caipira uma barbaridade que lá atrás subiu a mesma Marcelino da Cabeceira Alegre até a praça, esticando, excepcionalmente naquela noite que parecia um dia e que ontem, já sentindo o peso do tempo não conseguiu esperar a festa terminar por não aguentar ficar em pé no meio de tanta gente.
Claro que a “celebração da luz”, como foi denominado este Natal, tem um significado mais que especial para Dourados depois da escuridão política dos últimos tempos, principalmente do fiasco em nível nacional pelas cabeçadas do Valdecir e sua turma nos quase dois anos em que (des) mandaram na prefeitura. E o governador André Puccinelli foi feliz em seu curto pronunciamento ontem, conclamando a população a esquecer de tudo isso, ao afirmar que Dourados não pode ficar olhando pelo retrovisor da história. E, tanto ele, como o prefeito Murilo Zauith, deixando o discurso político de lado para, no embalo do clima de Natal, lembrarem-se do ilustre aniversariante do mês, Jesus Cristo, cujos ensinamentos deveriam pautar, sempre, principalmente a vida e a conduta dos governantes.
Como não existe Natal sem papai Noel, por falta de um Dourados recebeu a visita de dois ontem. O tradicional, representado pelo publicitário Ferrari, de Itaporã, e o governador André Puccinelli, que ao longo dos últimos cinco anos já perdeu a conta de quantas vezes aqui esteve, sempre com o saco cheio de “presentes”, o maior deles, a Perimetral Norte, anseio de muitos anos da população, com o primeiro braço entregue mês passado. E isso tudo apesar do “animal do pêlo curto”, que derrotou seu candidato, Murilo Zauith, em 2008, e da ginástica que é obrigado a fazer para manter os aliados unidos. Quer dizer, um papai Noel prá lá de republicano e candidato a desbancar Pedrossian na história como o maior de todos os governadores.
