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quinta-feira, julho 2, 2026

O imexível secretariado de Murilo

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30/11/2011 – 16:11

Foto/Anita Tetslaff

 

Pra evitar a degola, secretários se espremem no gargarejo, entre vereadores, com “seu” Zé ao centro, guardando a cadeira do pupilo De Lúcia.

Com o Valdecir eram os imexíveis. Ou melhor, as imexíveis. E deu no que deu. Uma, a que tinha a chave do cofre, foi parar na cadeia; a outra, por se mexer demais na Educação, acabou substituída por um dos laranjas do prefeito, o que cuidava de suas boiadas. Com Murilo Zauith não tem desse negócio. Se precisar mexer, ele mexe. A questão é que esta é mais uma lição que ele aprendeu com André Puccinelli nos quatro anos em que esteve como privilegiado espectador de governo à sombra do frondoso pé de Chico Magro, já que o governador não é chegado nesse negócio de troca-troca de secretários.

Dessa turma aí da foto só Valdenise Carbonari, do Meio Ambiente, é que deve dançar a tonga da mironga do kabuletê. E assim mesmo porque é a única ligada ao estadual George Takimoto, que anda aporrinhando com esse negócio de candidatura a prefeito. Se o Japa sossegar o facho até ela deve se salvar.

Hoje de manhã tentei arrancar os nomes dos mexíveis com o secretário de governo José Jorge Leite Zito Filho, aquele que sugeriu que todo mundo picasse a mula enquanto é tempo. Mas o homem agora está um túmulo. Apertado, disse apenas que o prefeito vai aproveitar a ocasião da troca de presentes de amigo secreto para olhar no olho de cada um para perguntar quem quer ficar. Ou melhor, quem se acha em condições e com competência para gerir tamanha encrenca num ano eleitoral. Quer dizer, como cada um se acha a última bolachinha do pacote, ninguém sai. “Nem para disputar eleição!” garante Zito. O que é indiferente, já que, pelo jeito, para Murilo, secretário, Secretááááário, mesmo, são esses cujas cabeças estão adornadas com um círculo – o fiel escudeiro Valtinho Carneiro, com a chave do cofre, o próprio Zito, Gerson Schaustz, o homem que corre pra lá e pra cá com os projetos e Antonio Nogueira, de fato, o secretário de obras. Nogueira, aliás, que é mais fácil ele deixar o PMDB, por causa do imbróglio sucessório, do que o lugar neste restrito grupo de imexíveis.

Quanto aos demais, a menos que alguém pise feio nos tomates, não deu conta do recado? Chama o povo da Unigran! E vai deixando o peão cair de maduro. Pelo menos até o final de 2012, assim será. A partir de janeiro de 2013 são outros quinhentos. E o grupo deve se fechar ainda mais.

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