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Murilo repete Zé do Norte, profetizando projeto de poder (com PMDB) de 20 anos para Dourados

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26/11/2011 – 08:11

Na semana em que o destino praticamente selou a sorte de dois de seus principais adversários peemedebistas – os federais Geraldo Resende e Marçal Filho, denunciados junto ao STF por envolvimento na Uragano – e com o fantasma do Valdecir (com câncer no intestino) cada vez assustando menos, o prefeito Murilo Zauith (foto) ressuscitou a profecia do guru de José Elias Moreira, o barbeiro Zé do Norte, falando num projeto de poder de 20 anos para Dourados, mas se espelhando no que André Puccinelli fez na prefeitura de Campo Grande.

Entre suas já muitas idas e vindas a Brasília para tentar descobrir onde estão escondidos os tantos milhões de reais insistentemente anunciados pelos deputados federais e os preparativos para o lançamento de seu primeiro pacotaço de obras o prefeito douradense concedeu entrevista ao multimídia Nicanor Coelho, publicada neste fim de semana na folha de dourados. Numa referência ao principal adversário político, depois de ter cooptado o PT para o mandato da transição, Zauith disse que “(o PMDB) é importante no conjunto do nosso projeto e assim como Campo Grande foi capaz de fazer um projeto para 20 anos proporcionando uma sequência de boas administrações queremos fazer o mesmo em Dourados”. Ao contrário de seus antecessores, exceção ao Valdecir, cujas pretensões políticas beiravam à megalomania (o que pode explicar sua queda tão rápida), Zauith ainda alimenta o sonho dos habitantes da Grande Dourados quanto a um salto mais alto na política. Nem bem refeito da frustração por não ter chegado ao Senado ano passado, ele insiste: “Se temos projeto para 2014 devemos conversar com todo mundo”, numa referência às conversas de André Puccinelli com Delcídio do Amaral, sendo que ele mesmo já atalhou o caminho do governador e iniciou os entendimentos com o senador petista com vista a alianças futuras.

Sobre sua própria sucessão manifestou confiança na manutenção da aliança não só com o PT, embora evitando especular sobre a manutenção de Dinaci Ranzi como vice, mas principalmente com André Puccinelli. “No momento oportuno o governador, em nome do grupo dele, que é o mesmo que está na nossa administração vai tomar a sua decisão”.

Por mais irônico que possa parecer a profecia de Zé do Norte pode não ter se cumprido justamente porque Zé Elias, de tão bem avaliado, deixou a prefeitura para uma frustrada candidatura ao governo do Estado, em 1982, mesmo assim completando-se um ciclo de doze anos de poder, uma vez que ele tivera o mandato prorrogado por dois anos e o sucessor, Luiz Antônio Gonçalves, sendo eleito para um mandato de outros seis anos, incluindo-se nesse período os oito meses em que José Cerveira assumiu como vice.

Leia a entrevista completa, aqui no blog: http://www.valfridosilva.com/view_entrevista.php?id_entrevista=10

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