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Falta alguém na foto da Perimetral Norte

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05/11/2011 – 09:11

Como O Progresso foi useiro e vezeiro na exploração do livro “Falta alguém em Nuremberg”, de David Nasser, sobre a ausência do senador mato-grossense Filinto Müller no Tribunal que julgou os crimes nazistas, por sua atuação como chefe da tortura durante a ditadura Vargas, recorro ao plágio, já que a foto de Hédio Fazan na capa deste sábado no jornal do seu Amaral é a que melhor traduz o significado da visita de André Puccinelli ontem a Dourados para entregar uma das mais importantes obras de seu governo na região.

Por ironia do destino o camarada que mais pentelhou o governador para que saísse a Perimetral Norte está num leito hospitalar, na iminência de receber o tão temido diagnóstico do tumor que obrigou a retirada de todo o seu intestino grosso na véspera do dia de finados. E só por isso está faltando alguém, senão nesta foto, nas que certamente chamariam a atenção das lentes de Hédio e demais profissionais que ontem acompanharam a comitiva governamental, pois se com saúde estivesse o Valdecir aprontaria mais uma das suas, mandando colocar faixas ao longo de todo o trecho inaugurado, assumindo a co-autoria do grande feito, tal qual fez quando conseguiu arrancar o histórico compromisso – “se Dourados quer a perimetral vai tê-la” – de André, depois de muitos anos de embromação de seus antecessores.

Se o câncer tirou este gostinho do Valdecir, o oportunismo político e a vontade de aparecer, com vistas ao que seria a sua sucessão, ano que vem, quase tiram de André Puccinelli – o verdadeiro pai da Perimetral – a oportunidade de dar sua merecida faturadinha. Por pouco e André seria mais um “faltando” na foto, diante de tantos e mal-educados “fominhas”. Tudo bem que Murilo Zauith, prefeito de plantão e à época do pleito da obra vice-governador do mesmo Puccinelli também tenha seu quinhão, mas o resto é tudo papagaio de pirata.

Independentemente de não ter saído bem na foto André Puccinelli reafirma sua condição como um governador “quase douradense”, apesar de tanta aporrinhação de alguns ditos “mui” companheiros, gente interesseira e que só quer sugar o seu prestígio político. Não apenas pela Perimetral, cujos louros, queiram ou não, terá de dividir com o acamado Valdecir, ou pelo avenidão Dourados-Itaporã entregue na mesma oportunidade, mas pelo tanto de obras que de cabo a rabo, ou de Norte a Sul; de Leste a Oeste vem implantando, embora a paternidade seja insistentemente requerida pelos demagogos de sempre, gente sem voto em Dourados e que tenta se inserir, mesmo que a fórceps, no contexto da história da terra de seu Marcelino.

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