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“Murilo, garantido, ponto final na roubalheira!”

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28/10/2011 – 06:10

Foto/Assecom

Antes do previsto, Murilo adota discurso de candidato anunciando o fim da roubalheira.

Na tradução de um desses mais antigos imigrantes japoneses seria mais ou menos como o título deste post a manchete da página três do Correio do Estado de ontem, onde o prefeito Murilo Zauith anuncia o fim da roubalheira em Dourados, garantindo que sua administração não é um balcão de negócios, da mesma forma que não lamenta a perda de aliados interesseiros. Pelo menos, sendo este, ipsis litteris, o significado em português da palavra japonesa Owari, com a qual a Polícia Federal batizou a operação deflagrada no início de julho de 2009 prometendo pôr um “ponto final” na farra com o dinheiro público que, segundo o delegado Bráulio Galloni, naquela ocasião, já durava 40 anos e havia torrado em torno de R$ 20 milhões dos cofres de várias prefeituras da região.

Interessante notar, no que parece ser o início de uma reação do prefeito douradense aos achaques de alguns já manjados “aliados” que $ó pen$am naquilo, que embora seja exatamente um japonês (o médico deputado George Takimoto) a ameaça concreta ao seu projeto de reeleição, o recado parece ter sido explícito a dois brasileiros: os federais Gonçalves Leite e dr. Pereira, aliados de primeira hora do governador André Puccinelli, com quem, por coincidência, Zauith havia pegado uma carona no dia anterior, de Brasília para Campo Grande.

Na entrevista a Adilson Trindade Murilo Zauith diz que “quem está se afastando da administração é porque não está tendo os seus interesses atendidos”, garantindo que “a prefeitura não é mais um balcão de negócios”. O prefeito informa também ter fechado as brechas para a corrupção e espera não ver mais Dourados sendo alvo do noticiário nacional por causa desse tipo de escândalo: “aqui em Dourados ninguém mais vai roubar o dinheiro público”.

Depois de lembrar a disposição dos dois federais de disputar a eleição do ano que vem, o jornal de Antonio João Hugo Rodrigues diz que Murilo Zauith “mesmo diante de tanta pressão não está disposto a abrir as portas para inchar a prefeitura de funcionários (como fez no passado o outro aliado, o PT) ou atender propostas consideradas inapropriadas”.

Menos mal, pois, que depois de dois anos e quatro meses do que era para ser o ponto final na roubalheira do dinheiro público Dourados tem, enfim, a palavra de seu prefeito de que a farra acabou de verdade. Agora, fica a torcida para que o tempo não vire outra vez e que não venha mais furacão, como o Uragano, depois do “ponto final” da Polícia Federal. Que a tinta da caneta com que Zauith assinou este decreto seja mais forte e não se apague tão facilmente como a da caneta do delegado Galloni.

Com este discurso, principalmente quando dá um chega pra lá na turma dos retornos, dizendo que não lamenta a perda de adversários interesseiros, Murilo Zauith deflagra, antes do que gostaria, a campanha eleitoral para tentar se reeleger prefeito, dizendo-se apenas preocupado em mudar a cultura da cidade que vivia às custas da administração e reafirmando que seu grande objetivo é trabalhar por Dourados.

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