18.5 C
Dourados
quinta-feira, julho 2, 2026

Tucanos ensaiam bicadas na sucessão municipal

- Publicidade -

08/09/2011 – 09:09

Entrou para o anedotário político douradense a ingenuidade do então secretário de Planejamento da prefeitura, César Azevedo, ante a dificuldade do pedrossianismo de encontrar um nome competitivo para enfrentar Wilson Barbosa Martins na eleição estadual de 1994. Depois de ouvir atentamente as ponderações do prefeito Humberto Teixeira na tentativa de convencer o senador Levy Dias a entrar na disputa, César sugeriu o nome de seu pai, ex-vereador Moacir Marques de Azevedo, fundador da Cergrand, que havia se mudado para Camapuã para se dedicar ao cultivo de fumo. “Seu Moacir não é de fugir de desafios, conversando com jeitinho, é capaz de encarar”.

Mais ou menos assim estão os tucanos douradenses, “decididos” a entrarem, “pra valer”, na briga pela sucessão do prefeito Murilo Zauith. Tanto que até o final deste mês, quando o senador Aécio Neves deve vir ao Estado para o lançamento da candidatura do deputado Reinaldo Azambuja à prefeitura de Campo Grande eles querem ter uma lista de nomes competitivos, quem sabe até trazendo o neto de Tancredo Neves a Dourados, para o pontapé inicial na campanha.

Estrutura para enfrentar o todo poderoso Murilo Zautih? Isso não é problema. Para o advogado Mauro Cesar, um ex-menino de rua há pouco tempo chegado a Dourados, o PSDB tem história, militância forte e propostas sérias. Ainda bem, pois outro recém-chegado, não faz muito tempo, acabou virando prefeito por um partido que até tinha história mas como as propostas não eram tão sérias, deu no que deu. Aliás, esse negócio de estrutura faz lembrar outra situação, que serve de exemplo aos mais afoitos – o dia em que Pedro Pedrossian quis saber de José Elias Moreira com que estrutura seu até então mais fiel escudeiro pretendia enfrentar Braz Melo nas urnas, em 1996. “Pelo menos caminhão de som você tem?”.

Além de Mauro César os tucanos douradenses contam com prefeituráveis do quilate de Lori Gressler e Sérgio Miranda, ambos ligados ao agronegócio, além de Maurício Peralta, atual presidente da executiva municipal, este com a desvantagem de ter sido figura de proa da administração de Valdecir Artuzi e, agora, por sua condição de administrador geral do Hospital Evangélico, símbolo maior de toda a podridão que exalou dos ralos da Owari e da Uragano. Sem contar que, por falta de um César, o PSDB local tem dois, e o outro, além da necessária dose de “loucura” para entrar nesse tipo de coisa, e, se não tem estrutura, tem o slogan pronto: “Lutti, por Dourados”. César de Oliveira Lutti (foto), arquiteto da UEMS, é um dos mais antigos militantes tucanos e um obstinado da política, com suas ideias e conceitos sempre renovados sobre o que há de melhor em política ambiental e sustentável.

Além da prefeitura os tucanos douradenses querem dar suas bicadas também na Câmara Municipal, para superar o trauma da perda de Zézinho da Farmácia, que só fez aumentar a fama desta ave do cerrado tida como de pequena autonomia de voo exatamente por causa do bico desproporcional à envergadura.  

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-