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Com Murilo PSB fica, enfim, diferente

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15/07/2011 – 11:07

Sempre tive muita pena do ex-deputado Sérgio Assis, com seu batido discurso do “partido diferente” nos programas de propaganda política a que têm direito os partidos, no rádio e na TV. Ele até que se esforçava, coitado, para tentar explicar no quê o seu PSB era diferente, mas caindo na mesmice de sempre dos lugares comuns dos demais presidentes partidários prometendo soluções para tudo e para todos, quando se sabe que a maioria ali está apenas segurando as legendas para negociá-las em épocas de eleição.

E olha que o PSB, se fiel aos princípios programáticos até que poderia fazer-se diferente, principalmente após a instalação do império petista, pelo tanto que o último de seus grandes líderes, Miguel Arraes, conhecia da fragilidade ideológica e dos problemas de amnésia crônica daquele que nunca sabia de nada – o conterrâneo pernambucano Lula da Silva, chefe de titia Dilma, agora refém de um tal de Pagot, o estafeta de Blairo Maggi que insiste em não deixar de roer o osso, que só pode ter um tutano dos bons, esse aí do Dnit.

Mas agora a conversa é outra. Depois retomar a cadeira que era de Sérgio Assis na Assembleia Legislativa, se bem que muito mais pela “estrutura” da CASSEMS do que, propriamente, pelos pendores socialistas de seu ocupante, professor Lauro Sérgio de David, o PSB começa, realmente, a ficar diferente, com a chegada de Murilo Zauith (foto), até anteontem uma das maiores encarnações do ultra-direitista Democratas, sucedâneo do PFL, antigo PDS, nascido da Arena, que um dia foi UDN.

E põe diferente nisso. Endinheirado, Murilo Zauith só chegou à prefeitura na terceira tentativa, praticamente sem adversários, porque nas duas anteriores se recusou a gastar aquela graninha da chegada. E não apenas porque faz questão de cumprir os ditames da lei, como dono da faculdade responsável pela formação da maioria dos doutores que aí estão (tanto os que põem na cadeia como os que soltam os políticos adeptos das famigeradas práticas de retornos), mas principalmente porque é um sujeito organizado, cauteloso e, pode até o leitor não acreditar, mas daqueles que entendem que é preciso dar liberdade de escolha ao eleitor. Tanto que diz sempre que não se candidata, simplesmente, a este ou àquele cargo, apenas põe seu nome à disposição, como alternativa de voto.

Se a proposta é ser diferente, agora Sérgio Assis já pode voltar ao rádio e à TV para bater no peito e dizer que o PSB, pelo menos o de Mato Grosso do Sul é, sim, diferente, ou faz política de um jeito diferente. Pelo menos no que depender de sua nova estrela a pombinha branca (símbolo do partido) vai poder voar tranquilamente, em busca de seu bem, como diz a versão de Miltinho Rodrigues na voz de Milionário e José Rico, os pupilos “douradenses” do barbeiro João Armando Perrupato.  

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