28/06/2011 – 08:06
O estadual Laerte Tetila e o ex-federal João Grandão podem até querer e prometer mundos e (apesar da alegada falta de) fundos ao ainda democrata Murilo Zauith, mas o cerne do PT não quer mais e isso é o que importa. O casamento deve ser desfeito em setembro, quando o partido promete entregar os cargos que ocupa na prefeitura. A informação foi obtida pelo blog na mesma sala onde começou a ser arquitetada a jogada que deu origem ao inusitado noivado, ainda no fervo da Uragano e sob os resquícios da Owari, as operações da Polícia Federal que viraram do avesso a política douradense.
Além das picuinhas administrativas os petistas que defendem o divórcio-já alegam que Murilo Zauith não cumpriu o compromisso de deixar o Democratas, para eles a própria encarnação do capeta, para se alojar numa sigla mais identificada com os interesses do império petista. E lembram a chance desperdiçada para uma saída à francesa, quando da debandada do prefeito Gilberto Kassab. Os petistas desconfiam que por causa da desgraça que se abateu sobre os dois principais peemedebistas (Marçal Filho e Geraldo Resende) candidatos à sua cadeira Murilo Zauith esteja cada vez mais caído por André Puccinelli e com ele acertadíssimo para o projeto de reeleição, daí não terem o que esperar para projetos futuros. Entre estes, que garantem ser os donos dos votos petistas, o antológico Ilson Boca Venâncio (foto) e Ribeiro Arce, além de Oslon Estigarribia, que até tentou se infiltrar entre os demos, mas foi defenestrado sem dó nem piedade na primeira puladinha de cerca.
Por mais paradoxal que possa parecer, quanto melhor a performance do governo democrata-petista, pior para o partido que tem o mando da política nacional, na avaliação daqueles que a tudo assistem à distância e pra lá de incomodados. Para esses ditos históricos a coisa já foi longe demais. Eles não se contentam com alguns militantes, apenas, em cargos estratégicos, como vice-prefeita Dinaci Ranzi, os nomeados, de primeiro escalão, inclusive, em decorrência da composição com os democratas e algumas centenas de barnabés concursados, alguns até acusados por murilistas de travarem a administração.
Depois de oito anos de mando absoluto e passado o susto do furacão que fez tremer as estruturas partidárias, os históricos entendem que a única chance do partido se manter vivo é retomar a prefeitura em 2012 e, só assim, alimentar a esperança de voltar também ao poder em nível estadual, partindo da óbvia premissa de que o resultado eleitoral de Dourados reflete em toda a região.
