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O retorno triunfal da “República do Panambi”

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28/07/2012 – 19:07

Foto/Assessoria

Idenor Machado, entre Odilon Azambuja e Murilo Zaith, preparando o terreno para o retorno de Valdenir

Pela abundância e qualidade da propaganda, para não depender, por exemplo, de uma nova Uragano e, enfim, poder entrar pela porta da frente da Casa que hoje preside, parece até que o vereador Idenor Machado faz campanha de deputado. Não, por enquanto, mas é o trampolim para 2014. Não dele, mas, em respeito à hierarquia política familiar, para o retorno triunfal do irmão Valdenir à Assembleia Legislativa. Está tudo acertado com Murilo Zauith, bastando, para isso, que arrebente a boca do balão nas urnas, cacifando-se, desta forma, para o seu também providencial retorno à Secretaria Municipal de Educação. 

Esta, pelo menos, a justificativa para a festança que estrangulou o trânsito no redondo da Toshinobu com a Weimar esta semana, na arrancada da campanha de reeleição do presidente da Câmara Municipal. Além dos integrantes da famosa “República do Panambi” que de mamando a caducando estavam no Clube Social Nipônico, o lançamento contou com lideranças políticas de todos os partidos, principalmente os com assento no atual plenário, obrigatoriamente acompanhadas de barnabés legislativos, familiares, amigos e simpatizantes. A estratégia passa pela filiação de Valdenir a um partido nanico para que da mesma forma, depois de três mandatos como titular, ele possa subir a rampa do Guaicurus no dia da posse coletiva, em janeiro de 2015, não precisando esperar alguém desocupar a cadeira, como da última vez que por lá passou.

O paralelismo da carreira política dos irmãos “pintadinhos” é cheia de acidentes e controvérsias. Cria de Totó Câmara, Valdenir saiu na frente, elegendo-se vereador, em 1976, reelegendo-se em 1982. Em 86, teria furado a fila familiar como candidato a deputado estadual, na vaga que, pela maior projeção estadual, como secretário de educação do primeiro governo Wilson Martins, seria de Idenor. Foram três mandatos consecutivos, enquanto o irmão, como prêmio de consolação, ficaria por 12 longos anos à frente da secretaria municipal de educação (durante as administrações Braz Melo, intercalada pela de Humberto Teixeira). Quando dava, já, toda pinta de seguir o exemplo do colega Machado famoso pelo tanto das lascas tiradas do cerrado que protege o Parque dos Poderes, eis que Valdenir se enrosca no cipoal das picuinhas políticas que fez Dourados perder o bonde da história pela segunda vez, indo para o beleléu seu sonho de virar prefeito e o de Braz Melo governador do Estado.

Interessante, nesta encruzilhada de tantas macumbas políticas, que embora liderando a “República do Panambi” foi como filho ilustre de Ribeirão dos Índios que Valdenir Machado acabou inserindo Santo Anastácio (SP) na história da terra de seu Marcelino. Preterido por Braz Melo, com o racha de 1992, jogando a prefeitura no colo do baiano Humberto Teixeira, que morou no distrito do interior paulista antes da mudança para Dourados, e, oito anos depois, como comandante em chefe da campanha de George Takimoto, tendo papel estratégico na eleição do petista Laerte Tetila, da mesma região. Foi quando começou ruir a “República”, com a dissidência de Idenor, apoiando a primeira tentativa de Murilo Zauith de se eleger prefeito; depois, em 2002, diante da primeira derrota para a Assembleia, onde teria uma sobrevida, como suplente, entre 2007 e 2010.

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