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E o Bernal, heim? Começou cedo…

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10/01/2013 – 09h03

O camarada, além de radialista (o que por si só o obrigaria a um mínimo de conhecimentos), foi vereador e deputado estadual, tudo bem que elegendo-se prefeito de Campo Grande por causa – única e exclusivamente – da birra histórica de André Puccinelli com a família Trad, já que Luiz Henrique Mandeta exibia mais e melhores credenciais que Edson Giroto. Mesmo assim, aí não dando pra saber se por irresponsabilidade ou apostando na impunidade, dada a estreita convivência com aliados petistas, põe, justamente numa das pastas que exigem maior lisura de seu titular, um sujeito acusado pelo Ministério Público Federal de ter participado de esquema de cobrança de propina para liberar cargas de uma refinaria de petróleo sem o pagamento de tributos ou marcação de mercadoria enquanto exercia o cargo de auditor da Receita em Corumbá entre os anos de 2007 e 2008, como informa o Correio do Estado de hoje. Oh, seu Bernal, nunca ouviu falar num negócio chamado lei da Ficha Limpa?

Para quem não entendeu a história do dèjá vu do post anterior, escrevi aqui, antes das eleições municipais do ano passado, que Alcides Bernal seria uma versão talvez um pouco melhorada do nosso antológico e, depois de tudo, já não tão inoxidável Ari Artuzi, e que Campo Grande não merecia isso. Era apenas um presságio, daí o texto de ontem, no qual previa, pelo óbvio da situação, até os problemas que o Valdecir, então futuro prefeito douradense, teria para se acomodar no presídio Harry Amorim Costa.

Interessante que independentemente dessa saia-justa que obriga o novo prefeito campo-grandense a mostrar a que veio, demitindo, imediatamente, o ficha-suja Gustavo Freire, apontado pela imprensa como supersecretário de Receita e Relações Institucionais, Bernal, nem começou e já desagradou meio mundo, principalmente a companheirada petista, sempre sedenta por cargos, principalmente como este, que dão tão bons e lucrativos retornos. Se o cabra já pedia propina num carginho chinfrim, imagina comandando a pasta por onde passam os recursos que motivam sonhos e pesadelos daqueles que fazem da prefeitura de Campo Grande razão de ser de seus projetos políticos.

Segundo o Correio do Estado, a ação do MPF ajuizada em dezembro do ano passado aponta que o agora secretário Gustavo Freire e outros dois auditores – um empresário e dois despachantes aduaneiros – são acusados de participarem do esquema, que teria dado prejuízo à União de R$ 1,165 milhão.

Como se vê, o que parecia ser cautela de Alcides Bernal ao escolher sua equipe de assessores, pelo tempo que demorou para preencher os cargos, pode ser incompetência mesmo, já que não teve o devido cuidado de consultar a ficha corrida do mais importante deles. Sem falar no tapa na cara que o radialista prefeito deu em seus colegas de imprensa da capital, nomeando para a não menos importante secretaria de comunicação o publicitário manezinho Djalma Machado. Nada de pejorativo, no caso, já que o novo porta-voz foi importado da paradisíaca Florianópolis, cujos habitantes, inclusive um dos mais ilustres – o senador Delcídio do Amaral -, coincidência ou não o principal avalista da candidatura Bernal, são assim conhecidos.

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Gustavo Freire - foto: Gerson Walber(CE)

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