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quarta-feira, julho 1, 2026

Pode estar pintando um novo Valdecir de saia

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14/01/2013 – 11h21

O caminhoneiro casca-grossa Ari Valdecir Artuzi começou a virar prefeito quando pegou um pé-de-cabra e, tendo como ajudante o então vereador Walter Hora, arrancou alguns dos tachões que delimitavam as faixas para ciclistas implantadas pela administração petista de Laerte Tetila nas eternamente esburacadas ruas de Dourados, “obra” que concluiria uma vez sentado na cadeira mais cobiçada por qualquer prócer político que se preze. Isto, já no primeiro mandato como deputado, depois de ter herdado a cadeira de vereador do tio Dioclécio Sucupira, de quem, como motorista, era ligeiro na tarefa de transportar e desembarcar doentes em portas de hospitais públicos.

Passados os ventos do furacão que dizimou toda uma florescente geração política, eis que, no vácuo da crescente onda de incertezas quanto ao desiderato dos douradenses nesses prometidos anos de prosperidade plena, de tão marcantes, as lições de marketing eleitoreiro do Valdecir parecem ainda ditar os rumos da terra de seu Marcelino, de seu Januário, de seu Joaquim Teixeira Alves, e, agora, enfim e por que não? de Murilo Zauith.

Com o ciclo daqueles com aquilo roxo se exaurindo, até pelo exemplo do comando geral – ainda que sob as ordens do mais poderoso entre os Da Silva – da guerrilheira Dilma Rousseff, bem possível que daqui a quatro anos estejamos aqui elucubrando não sobre quem subiria as escadarias da alfaiataria do paraguaio Meireles, mas, sim, quanto à encomenda do tailleur para a posse na loja de Marisa Uemura.

Embora não muito chegada a figurinos mais sóbrios, Keliana Fernandes fez a primeira (e audaciosa) tentativa em 2012, peitando a estrutura da prefeitura, do governo do estado e da Unigran. A frustração nem foi a derrota, já que a experiência serviu para alavancar uma eventual candidatura a Assembleia Legislativa ou para alimentar o sonho de retorno (ops!) do amado Marçal Filho ao Congresso Nacional, mas a constatação de que tudo aquilo de votos foi mais pela “eficácia” dos estrategistas políticos de Murilo Zauith do que, propriamente, do sarrafo no lombo do prefeito na programação da 94 FM, o que colocou em xeque a tão propalada condição de dona do primeiro lugar de audiência da emissora do casal.

Agora, nem bem empossada vereadora, a ex-bancária e advogada Virginia Magrini substitui o pé-de-cabra por um vergalhão e, mãos à obra. Nem precisou muito, bastando uma paradinha na emblemática Presidente Vargas, próximo ao Corpo de Bombeiros, para encontrar um foco de borrachudos, desses de asfalto que não suporta mais tapa-buracos, parando para uma “fotinha” básica. Dali, para uma postagem no Facebook e correr para o abraço. De cara, mais de trezentos internautas “curtiram” o trabalho da já “atuante” vereadora. Mais de duzentos comentários. Entre os quais, alguns interessantes, como o da otimista prima do vice-prefeito Odilon Azambuja, Cleci, para quem, “pelo menos a metade” dos novos nobres edis “deveria seguir este exemplo”; de um estupefato Jusselmo Sérgio Freitas: “até que enfim, não víamos isso há tempos!” e Fabíola Amaral, conclamando a população a “pôr a boca no mundo”, e, a despeito do nome, criticando a “imprensa comprometida”, sem contar os que recorreram ao bordão de Bóris Casoy para dizer que “isso é uma vergonha”.

À Virgínia Magrini só falta agora o epíteto de animal de pêlo curto. E lá vem ela “ajuda eu”, ou, “me chama que eu vou”. Está dada, pois, a arrancada para a sucessão de Murilo Zauith. (Foto: Divulgação)

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Virgina Magrini faturando com a operação tapa-buracos...

... enquanto não descobre que o buraco é mais embaixo

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