30/01/2013 – 09h23
Num tempo em que falar para fora do Estado por telefone podia demorar até cinco horas e que os jornais de São Paulo só chegavam dois ou três dias depois, o rádio era o meio de comunicação mais importante para os douradenses. Quando cheguei à Rádio Clube, em 1974, o noticiário matutino “Fatos e Notícias”, entre 07 e 08h da manhã era quase todo baseado no noticiário do dia anterior de “A voz do Brasil” e nos recortes desses jornais, com muito pouco noticiário local. Como comecei a varar madrugadas ouvindo emissoras de São Paulo, Rio de Janeiro e, principalmente, a Guaíba, de Porto Alegre, em busca de notícias “fresquinhas”, Jorge Antonio Salomão se apiedou de mim, contratando os serviços de uma das mais importantes agências de notícias do mundo – a France-Presse. Foi uma mão na roda, principalmente para os boletins informativos de hora em hora, todos transmitidos ao vivo. As informações eram freneticamente “cuspidas” dia e noite por meio de uma máquina de telex sem teclado (esta aí atrás de mim) que só recebia, ou seja, “sem retorno”. Só alguns anos depois, seria instalado o primeiro telex, na agência Central dos Correios, para facilitar, principalmente, a vida dos correspondentes dos grandes jornais que à época cobriam a região.
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