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segunda-feira, maio 11, 2026

Azambuja lá, Zauith cá

Nem baixada a poeira da sucessão estadual já começam as confabulações para a sucessão municipal

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O presidente eleito Lula da Silva nem teve o direito de dar uma (com a esposa Janja) relaxada em sua merecida lua-de-mel na Bahia, o governador eleito Eduardo Riedel nem teve tempo de começar a escalar o time com o qual vai suceder o padrinho Azambuja a partir de janeiro, e o assunto nas conversas de padarias já é a sucessão municipal, daqui a dois anos. Para enterrar de vez as “velharias” da política estadual, o governador Reinaldo Azambuja estaria disposto a “ir para o sacrifício” na disputa da prefeitura de Campo Grande. Da mesma forma, seu vice-governador, mas arquirrival, Murilo Zauith, estaria vendo o retorno à prefeitura de Dourados como a salvação da lavoura, depois das desastradas e equivocadas opções que fez nas eleições recém-findas no estado. Para não dizer que não terminaram juntos, depois de toda essa refrega, o que facilitaria a convivência de ambos como colegas prefeitos a partir de 2025, Azambuja e Zauith afundaram juntos, no barco bolsonarista, mas, como toda unanimidade é burra, Azambuja sendo salvo pela bóia lançada por Riedel, mas seu vice naufragando por acreditar na balela do capitão lá, capitão cá.

Combinações – Claro que entre mortos e feridos, na política, salvaram-se (quase) todos.  Azambuja, por exemplo, precisando agora ter uma conversa olho-no-olho com Adriane Lopes, a vice-prefeita beneficiada pelos devaneios de Marquinhos Trad e que foi fundamental para a vitória de seu pupilo Eduardo Riedel. Até porque o ‘primeiro-damo’ da capital, Lídio Lopes, é deputado estadual, reeleito, e aliado de primeira hora do governador e de seu sucessor. Também Zauith tem um rabo-de-saia no qual pode se enrolar todo. Pior, ressentindo-se, ainda, do trauma de sua primeira derrota para a prefeitura, para Ari Artuzi, em quem a vereadora oposicionista e deputada eleita Lia Nogueira vem se inspirando para atingir o mesmo objetivo.

Fênix – E Lia Nogueira não será a única pedra no caminho de Murilo Zauith, caso o vice-governador “cuê” resolva mesmo repetir a ave fabulosa que ressurgia das cinzas. Mesmo eleito vice-governador, o deputado Barbosinha não tira da cabeça a ideia da “vingança maligna” contra Alan Guedes e seu grupo político, pela derrota de 2020, principalmente depois de descobrir que seu velho amigo e aliado Zauith estava entre os apoiadores “ocultos” do atual prefeito. Além de Barbosinha, e de Alan Guedes, com quem também já está rompido, o sempre frio e calculista Murilo Zauith tem ainda na alça de mira o professor Tiago Botelho, fortalecido como o candidato a senador “amigo do Lula” e o gordinho do Bolsonaro, que, eleito deputado federal, deve estar se achando, mesmo depois da derrota do chefe para “o ladrão”.

Virado pra Lua – Depois de aguentar firme a “geladeira” imposta pelas circunstâncias eleitorais, o governador Reinaldo Azambuja saiu da toca. Comedido como sempre, comemorou discretamente a vitória de seu pupilo Eduardo Riedel com um modesto texto de sua assessoria, mas esta semana, aliviado, resolveu tomar um ar. E uns goles. Sua primeira parada, na saída do Parque dos Poderes, foi no “boteco” Havana, do colunista social Fernando Soares. Não por coincidência, em companhia de seu secretário de governo, Eduardo Rocha. Além de sortudo, predestinado, o Azambuja! Quem é que poderia imaginar que a manobra, lá atrás, para tirar o maridão de Simone Tebet da Assembleia para integrar seu estafe poderia significar, agora, a ponte que tanto Eduardo Riedel vai precisar para chegar ao Planalto?

Crédito – Depois de eleita senadora na onda bolsonarista de 2018, a até então obscura advogada douradense radicada em Campo Grande Soraya Thronicke deve ser daquelas que acreditam piamente que Deus escreve certo por linhas tortas. Assim sendo, certamente que vai cobrar a fatura de Eduardo Riedel. Afinal, foi ela quem provocou o presidente Bolsonaro a declarar apoio ao não menos obscuro capitão Contar, o que provou a mudança de rumos da eleição para o governo em primeiro turno. Daí que o segundo turno, para Riedel (com a providencial somatória dos os votos petistas), foi mais fácil do que tomar doce de criança.

A sina dos vices – Não convidem para a mesma mesa o prefeito Alan Guedes e seu vice, Guto Moreira. Tudo ia bem, até que vieram as candidaturas de dr. Guto e de dr. Eudélio, o vice-prefeito e pai de Alan, para a Câmara Federal. E a confusão não é só por causa de quem teve mais ou menos votos, mais ou menos dinheiro para a campanha. A confusão mira a sucessão de ambos, já que vice, que é vice, está sempre de olho na cadeira do titular.

Salva pelo gongo – Misto de secretária particular, motorista, segurança, carregadora de sacolinha e, como tal, funcionária da mais alta confiança de Murilo Zauith e da Unigran, a todo-poderosa Andreia Vieira, a Goiaba, não deve ficar desempregada. Depois de defenestrada pelo chefe querido, amado e perfumado em plena campanha eleitoral, foi bandeirar para as campanhas de Eudélio Mendonça e Neno Razuk. Como tal, deve ter lugar de destaque, senão no gabinete do prefeito Alan Guedes, no do pimpolho de Roberto Razuk, na Assembleia Legislativa. Quem der mais pelo passe da moça estará muitíssimo bem assessorado.

Queda livre –  A propósito, outro que anda vagando pelos corredores da Unigran é o professor, contador e piloto de uma das aeronaves de Murilo Zauith, o sempre bem informado Renato Domingos Ventorini. O professor teria caído em desgraça não só por saber demais, mas por vazar informações preciosas em função dos interesses político-eleitorais que não batiam com os do chefe. O Comandante Renato, como gosta de ser chamado, sonhava ser candidato a vice-governador de André Puccinelli ou, no mínimo, a deputado federal. Nem uma coisa, nem outra.

Briga de foice – Ainda sobre o espólio de Murilo Zauith: está cada vez mais acirrada a briga nos bastidores, para saber quem assume os lugares do comandante ou de Goiaba. O estica-e-puxa é entre o eterno fiel escudeiro de Cecília Zauith, José Jorge Leite Filho, o Zito, e o presidente da União Douradense de Moradores, José Nunes, candidato a assumir não apenas um dos postos, mas, também, já colocado como candidato a vereador “do chefe” nas próximas eleições.

Mosca azul – O empresário Karlos Bernardo, da poderosa UCP (Universidade Central do Paraguai), que fez um barulho danado como candidato a deputado federal pelo MDB, passa a ser a nova referência política da Grande Dourados e da região da fronteira. Karlos, com K, como gostava de enfatizar nos tempos das vacas magras, em Dourados, não se abateu por não ter sido eleito e continua no mesmo ritmo de campanha em suas sempre bem-humoradas lives. Sua já famosa residência em Dourados certamente que continuará sendo ponto de encontro de políticos, principalmente dos interessados na cadeira de Alan Guedes e nas do Jaguaribe.

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