O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta quinta-feira 16 novos ministros que vão fazer parte do seu futuro governo, que toma posse em 1º de janeiro de 2023. Lula afirmou que alguns nomes ainda não serão anunciados hoje.
Lula anunciou os seguintes nomes:
- Relações Institucionais: Alexandre Padilha
- Secretaria-Geral: Márcio Macedo
- Advocacia-Geral da União: Jorge Messias
- Ministério da Saúde: Nisia Trindade
- Ministério da Educação: Camilo Santana
- Ministério da Gestão: Esther Dweck
- Ministério dos Portos e Aeroportos: Márcio França
- Ministério da Ciência e Tecnologia: Luciana Santos
- Ministério da Mulher: Cida Gonçalves
- Ministério do Desenvolvimento Social: Wellington Dias
- Ministério da Cultura: Margareth Menezes
- Ministério do Trabalho: Luiz Marinho
- Ministério da Igualdade Racial: Anielle Franco
- Ministério dos Direitos Humanos: Silvio Almeida
- Ministério da Indústria e Comércio: Geraldo Alckmin
- Controladoria-Geral da União: Vinícius Carvalho
O petista afirmou:
— Vamos ver se na segunda ou terça-feira a gente termina de anunciar os ministérios — disse o presidente, afirmando que os gastos não sofrerão aumentos: — Vamos aumentar o número de ministérios, mas não vamos aumentar os gastos. A quantidade de gente dos ministérios será no máximo comparado a 2010.
Ao todo, o novo governo terá 37 ministérios. Atualmente são 23 ministérios na Esplanada dos Ministérios. Até o momento, Lula só havia anunciado cinco nomes: Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Flávio Dino (Justiça), José Múcio (Defesa) e Mauro Vieira (Relações Exteriores).
Agradecimento a Lira e Pacheco
O presidente eleito agradeceu aos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, pela aprovação da PEC da transição. O petista também agradeceu os parlamentares. Lula só aguardava a votação da “PEC da Transição” para oficializar, se não toda, ao menos grande parte do primeiro escalão do novo governo.
— É a primeira vez que um presidente da Republica toma posse e começa a governar antes da posse. Tivemos a responsabilidade de fazer uma PEC e todo mundo sabe que não era nossa, era para cobrir a irresponsabilidade do governo que vai sair.
Antes do anúncio, Lula frisou a situação de “penúria” encontrada pelos grupos de transição:
— Esse material que acaba de ser entregue é um material que não pretendo fazer pirotecnia, fazer um show, um escândalo. Eu quero apenas que sociedade brasileira saiba o Brasil que encontramos em dezembro de 2022. Recebemos esse governo em situação de penúria, uma situação em que as coisas mais simples foram feitas de forma irresponsável, porque o presidente preferia contar mentiras no cercadinho do que governar esse país.
Alckmin: governo ‘andou para trás’
Após uma breve introdução da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o vice-presidente Geraldo Alckmin assumiu a leitura de um breve relatório. Alckmin relatou os retrocessos em algumas áreas de atuação, e disse que o governo federal “andou pra trás”:
— Fizemos uma síntese para que não haja interrupção dos serviços públicos. Infelizmente tivemos um retrocesso em muitas áreas. O governo federal andou para trás. O estado que o presidente Lula recebe é muito mais difícil e muito mais triste que anteriormente — afirmou.
Alckmin também criticou a falta de transparência do atual governo em fornecer alguns dados.
Manoel Ventura, Paula Ferreira e Bruno Abbud/O Globo — Brasília
