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quinta-feira, junho 25, 2026

Porque Dourados não elegeu, ainda, seu Senador

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08/01/2016 – 13h28

Na sequência desta estratégia de tentar mexer com os brios de Murilo Zauith, e antes de tentar entender o porquê desta inhaca que impede as ditas lideranças da terra de seu Marcelino de alçarem voos mais altos na política, é preciso que se faça justiça com o maior dos senadores dos dois Mato Grossos – Rachid Saldanha Dérzi. Até porque, como filho de uma das pacientes de quem lá na da década de 1950 já fazia o trabalho que depois a Revolução cubana rotularia como de “médico de família” cansei de ver o ainda jovem Dr. Rachid afundando as trilhas da Cabeceira Alegre com sua maletinha atendendo seu eleitorado. Tudo bem que Rachidão foi vereador e prefeito de Ponta Porã, mas depois apenas se servindo deste domicílio eleitoral para se eleger seguidamente deputado e, este sim, senador de todos, não custando lembrar, como canta Almir Sater, outro quase douradense, que também Dourados “veio” da fronteira onde o Brasil foi Paraguai.

Tanto que na primeira tentativa de eleição de um senador não apenas com domicilio eleitoral, mas também nascido em Dourados, João da Câmara só não logrou êxito, em 1986, porque além de disputar uma das vagas com Wilson Barbosa Martins, recém-saído do governo do Estado, teve, também, que dividir os votos douradenses com ninguém mais ninguém menos que Rachid Saldanha Dérzi. Reafirmando, aliás, o poderio dos Dérzi, foi depois deles (o pai senador e o filho [Flávio] deputado federal) que a região passou a se submeter ao nefasto comando político de Fátima do Sul, com Londres Machado e André Puccinelli.

Depois de João da Câmara, candidato competitivo, mesmo, para o Senado, só Murilo Zauith, em 2010. Desconfiado de que estava incomodando como vice-governador, viu nisso a chance de suplantar Waldemir Moka, já que a segunda vaga era tida como favas contadas para Delcídio do Amaral. Zauith foi atropelado, mas sendo compensado com a prefeitura de Dourados, já que na mente maquiavélica de Puccinelli já estava delineada a derrubada de Valdecir Artuzi. Antes, o mesmo Puccinelli deixara Celso Dal Lago oito anos chupando o dedo, depois de se comprometer em trabalhar pela eleição de Juvêncio da Fonseca para governador ou, na pior das hipóteses, para a prefeitura de Campo Grande, com o que o então primeiro suplente douradense ficaria quatro ou dois anos, que fosse, no Senado. Agora, talvez com a consciência pesada, de novo André fez Dal Lago de primeiro suplente, de Simone Tebet. Mas, cá entre nós, se não mexeu com Juvêncio, vai tirar sua queridinha deste paraíso que é o Senado?

Nesse entremeio, com a morte de Ramez Tebet, mais uma vez Dourados perdeu a chance de ter (por quatro anos) um representante na câmara alta porque André Puccinelli – sempre ele! – havia rebaixado Eduardo Marcondes de primeiro para segundo suplente quando da substituição de sua esposa Elizabeth Puccinelli por Walter Pereira, que acabou assumindo. Ah, de quem e por que foi a articulação para que a campo-grandense Antonieta Amorim e não o douradense Gino Ferreira ficasse com a primeira suplência de Waldemir Moka? O sobrenome da moça diz tudo. Assim, tirante a possibilidade, agora, de Zonir Tetila virar senadora, pelas evidências que abundam das ligações pra lá de perigosas de Pedro Chaves, o primeiro suplente do senador presidiário Delcídio do Amaral, com o crime organizado, a única esperança dos douradenses é que a turma da lama asfáltica continue deslizando, deslizando, e escorregando, quem sabe se esborrachando logo ali, para que sobre, enfim, a tão sonhada vaguinha no salão azul do Congresso Nacional.

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Rachidão e o fiel escudeiro Jorge Antônio Salomão

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