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Retorno da Câmara traz à tona antigos conflitos para Bernal

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02/02/2016 – 07h57

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP) começa a partir desta terça-feira (2) nova fase de seu relacionamento com Câmara Municipal no último ano de sua conturbada administração. Bernal, que viveu um hiato no mandato de prefeito entre março de 2014 e agosto de 2015 voltou ao comando da administração municipal, mas até agora não conseguiu resolver seu principal problema, a relação com vereadores.

Nos últimos meses, o prefeito não conseguiu sanar problemas antigos com parlamentares da oposição e ainda conquistou novos adversários na Casa de Leis, com entrada da bancada do PT no bloco dos independentes. As críticas contra Bernal aumentam a cada dia e se tornou comum ouvir de vereadores velhos discursos como justificativas da cassação do prefeito em 2014.

Bernal, que antes da cassação chegou a ter sete vereadores como aliados. Hoje, tem apenas três, Luiza Ribeiro (PPS), Betinho (PRB) e Cazuza (PP), número que pode ser reduzido já Betinho tem demonstrado sinais de descontentamento com crise política, e, embora ainda se mantenha fiel a Bernal, ainda, o vereador, em entrevista ao MS Notícias, admitiu que o desgaste político entre Bernal e Câmara tem prejudicado população que está ‘à deriva’.

Com retorno do trabalho legislativo que acontece nesta terça-feira (2), a promessa de Bernal é de paz, mas polêmicas recentes envolvendo membros de sua equipe, como o caso do secretário Wilton Acosta que voltou a atacar vereadores e chegou a dizer que CPI do Calote foi “manipulada”, inflamaram uma relação que já está desgastada. Ataques de Bernal a antigos aliados como Alex do PT e vetos impopulares do prefeito só aumentam tensão.

Bernal prometeu ir à Câmara na manhã desta terça-feira (2) acompanhado de seus secretários, resta saber se a visita será de paz ou se será declaração aberta de guerra. Porém, este é seu último ano como prefeito e a partir de agora, o progressista tem nova preocupação pela frente que são as eleições municipais. Não se sabe ainda se Bernal será candidato à reeleição, ou se vai tentar fazer sucessor, mas fato é que desgaste político atual do prefeito, que vem se arrastando desde 2013, pode pesar sobre sua imagem no pleito deste ano. (Da redação do MS Notícias)

O prefeito campo-grandense e sua conflituosa relação com o legislativo

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