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Azambuja assina convênio pondo raposas para cuidar do galinheiro

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11/02/2016 – 11h00

Uma notícia que seria das mais alvissareiras para começar o ano, agora que acabou o carnaval, não fosse o perigo que representa para os cofres públicos o convênio assinado pelo governador-censor, o Azambuja, com a Controladoria Geral da União. O objetivo, montar uma estrutura de combate à corrupção e monitoramento das despesas públicas. Que maravilha se fosse sério! 51 (o número não poderia ser mais emblemático) dias, apenas, e o governo do Estado será obrigado a pôr para funcionar a estrutura que promete, se não acabar, pelo menos diminuir a roubalheira!

Pra começo de conversa, se precisa montar uma estrutura com este fim, é porque a coisa é braba, mesmo; é o governo sendo obrigado a admitir e a confessar, de público, que a coisa desandou de vez. Pior, para quem se elegeu prometendo a tal “mudança de verdade”, mais um recibo passado, também, pela evidente admissão de que não quer e que não pode ser investigado, de verdade, pois se assim fosse era só deixar funcionar com plena liberdade os tantos mecanismos policiais e do Ministério Público para isso já à disposição, não bastasse o inútil e subserviente Tribunal de Contas, a não menos inútil Assembleia Legislativa, além, claro, do sempre complacente Tribunal de Justiça.

Embora o convênio preveja que a estrutura de fiscalização a ser montada não poderá estar subordinada a um secretário de outra pasta que não seja de auditoria e os técnicos devam ser servidores concursados, alguém duvida de que os três técnicos do quadro de carreira do Estado a serem capacitados em Brasília não sejam da mais absoluta confiança do governador ou de seu plenipotenciário Sérgio de Paula? Alguém, por exemplo, com o perfil de um Waltinho Carneiro, o secretário de Fazenda defenestrado por Murilo Zauith e que caiu nas graças do Chefe da Casa Civil. Ou Dorival Betine, o preposto do velho raposão Londres Machado no ninho tucano. Isto, se o todo poderoso deputado Zé Teixeira não rodar a baiana para emplacar Aurélio Rocha, insuperável nos cambiocós do famigerado Regime Especial ou seu irmão, também Campina Verde, o Fernandão!

Lembrando que Reinaldo Azambuja renegou seu slogan de campanha já na nomeação de Sérgio de Paula para a Casa Civil – e que não venha, agora, com a desculpa à lá Lula de que também não sabia de nada. Tudo bem que era campanha eleitoral e um candidato com uma assessoria tão competente certamente seria poupado de notícias tão ruins, denunciando seus principais assessores. Mas agora, depois de tantas e espetaculares derrapadas de gente bem mais graúda na lama asfáltica e da azia coletiva provocada pelos cappuccinos servidos por João Amorim, não tem mais como não saber, principalmente das arapucas montadas por Sérgio de Paula em prefeituras tucanas para arrumar uns troquinhos a mais. E se falhou como homem público, certamente que Azambuja não vai desonrar o nome de tão tradicional família, não deixando sem uns petelecos, que seja, o filho mais velho, por conta não só das más companhias – como as de João Amorim e do xará, o tal do Baird, em encontros pra lá de suspeitos – como desse mau costume de misturar o público com privado.

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Betine e Sérgio de Paula

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