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O bate-bola para o jogo da sucessão de Zauith

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24/02/2016 – 16h15

Barbosinha, Délia, Biasotto, Domingos e Elizio; Geraldo; Marçal e Mourão; Racib, Sebastião e Vanderlei. Embora não sejam nomes dos mais sugestivos para a formação de um time de futebol, e, pela obediência à ordem alfabética (e não das pesquisas ou, pior, das malfadadas enquetes com as quais tentam ludibriar a opinião pública) alguns até sugiram a formação de duplas sertanejas, sem contar o nome de uma mulher num time masculino, estes são os jogadores que se preparam para entrar em campo no jogo da sucessão de Murilo Zauith.

Destrinchando a coisa, de cara os internautas hão de se perguntar o porquê da escalação do professor-Doutor (como diria Nelso Gabiati) Wilson Biasotto ali na defesa ao lado de Délia Razuk, ou, dependendo da estratégia, para uma triangulação com o professor Domingos Venturini, ou comandante Renato, como o piloto de Murilo Zauith gosta de ser chamado. Uma coisa mais ou menos óbvia, mais pelo recall da última eleição em que Biasotto disputou para tentar manter a prefeitura com o PT na sucessão do também professor Laerte Tetila e pela forma destemida com que vem colocando a cara à tapa nas redes sociais para defender Lula da Silva e Cia. do que pela garantia do vereador petista Dirceu Longhi de que o partido vai voltar a amassar barro nos bairros, na zona rural e nas aldeias.

Claro que Barbosinha, até pelo nome, decorrente da baixa estatura, não leva jeito para goleiro. E nem estaria puxando a fila, também, se o critério fosse o da melhor colocação nas pesquisas. Neste caso a escalação teria que começar por Délia Razuk ou Geraldo Resende, que se revezam neste quesito, podendo-se recuar também Marçal Filho, desde que, claro, ele não esteja blefando ou sendo iludido pelo governador-censor, o Azambuja.

Claro também que Geraldo Resende, por se achar na condição de atacante nato e procurando se posicionar sempre próximo a marca da cal não estaria muito à vontade ali pela intermediária, até pela dependência da “boa vontade” de um volante como Elizio Brites, que vive o drama de tabelar com o sempre temerário e incerto Marçal Filho ou com Racib Harb, sempre sonhando, mas com dificuldade de entrar em forma até o início do campeonato. Sem contar a total falta de jeito para o toque de bola do estreante Marcelo Mourão, com seu passe ainda vinculado à cartolagem do todo-poderoso secretário municipal de governo Zito Leite. Mas como chuta bem com a direita, embora tenha aprendido a jogar com a esquerda, e temendo dar um chapéu e levar uma rasteira de Sebastião Nogueira, livre pelo centro, restaria a Geraldo fazer lançamentos em profundidade para Vanderlei Carneiro, sempre nas correrias de um lado e de outro da grande área, mas aí seu time correndo o risco de um contra-ataque.

Enquanto isso, treinando sozinha num time de marmanjos entre os quais nenhum chega perto, sequer, da fenomenal vocação de Valdecir Artuzi para a coisa, Délia Razuk vai dando suas arrancadas e se enfiando lá na frente com o serelepe jeitão de jogar da camisa dez da seleção brasileira de futebol feminino, esta, sim, a fenomenal Marta. Como treino é treino e jogo é jogo, saindo do coletivo do futebol para o individualismo da política, nesses tempos de petrolão, de lama asfáltica e de necessidade de ficha-limpa, de todo esse elenco aí sobram dois ou três e olhe lá. E aí o jogo é bruto. Tanto que prevendo fortes contusões, os times já reforçam seus bancos de reservas, o PMDB com Antônio Nogueira, Celsão Dal Lago, Odilon Azambuja e Renato Câmara; os demos com Cido Medeiros e Alan Guedes e até no banco tucano uma movimentação na tentativa de reanimar o mensaleiro da Assembleia Legislativa Valdenir Machado depois de vários nocautes do eleitorado.

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Sebastião, Dal Lago, Geraldo e Renato, na briga pela escalação no time peemedebista

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