A Prefeitura de Dourados vai ampliar o trabalho de orientação sobre o uso seguro de bicicletas elétricas, patinetes, scooters e outros pequenos veículos movidos a motor. A iniciativa, desenvolvida pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), é voltada principalmente aos estudantes, que estão entre os maiores usuários desses meios de transporte.
Oficialmente, esses veículos são chamados de equipamentos de mobilidade individual autopropelidos. Em português mais próximo de quem circula pelas ruas, são os patinetes, skates elétricos, monociclos motorizados e equipamentos semelhantes que se movimentam por meio de motor próprio. As bicicletas elétricas e os ciclomotores pertencem a categorias específicas, com regras diferentes em alguns casos.
O projeto ensina noções de legislação de trânsito, direção defensiva e primeiros socorros. Os participantes recebem orientações sobre os locais adequados para circular, os limites de velocidade, o respeito aos pedestres, a importância dos equipamentos de segurança e os procedimentos básicos em casos de quedas ou colisões.
A primeira etapa foi realizada com estudantes da Escola Estadual Presidente Vargas e terminou com uma blitz educativa. A proposta da Agetran é levar a formação a outras escolas e transformar os alunos em multiplicadores das boas práticas no trânsito.
Em Dourados, as regras determinam que bicicletas elétricas e patinetes utilizem prioritariamente ciclovias e ciclofaixas. Onde essas estruturas não existirem, a circulação deve ocorrer pelo lado direito da via. O uso das calçadas é proibido, salvo nos locais expressamente autorizados e sinalizados. Para os pequenos equipamentos elétricos, a velocidade máxima permitida é de 32 quilômetros por hora, e a circulação em rodovias não é autorizada.
Esses veículos também devem possuir limitador ou indicador de velocidade, sinal sonoro e iluminação dianteira, traseira e lateral. O capacete é obrigatório para ciclomotores e recomendado aos usuários de bicicletas elétricas, patinetes e equipamentos semelhantes.
A orientação não pretende impedir o uso desses meios de transporte, que se tornaram alternativas econômicas e práticas para pequenos deslocamentos. O objetivo é reduzir acidentes e melhorar a convivência entre seus usuários, ciclistas, motociclistas, motoristas e pedestres. Em resumo: a tecnologia pode mudar o veículo, mas não elimina a obrigação de respeitar as regras do trânsito.
contrapontoMS/Assecom-PMD
