02/05/2011 – 08:05
Foto/UOL
Bin Laden se foi, mas Humberto Teixeira continua ameaçador.
A ideia de associar a Humberto Teixeira a Osama Bin Laden um dia antes de sua morte não foi apenas uma fatídica coincidência. Assim como Bin Laden, que mandou pilotos suicidas derrubarem as Torres Gêmeas em Nova York, o ex-prefeito, também piloto, ameaçava jogar seu teco-teco sobre a torre de TV de tijolinho aparente mais alta do mundo (a da TV Pantanal, localizada nos fundos da Assembleia Legislativa) para com isso tentar atingir de morte ex-colegas deputados por ele acusados de um calote a cujo pagamento condicionou cortar a longa barba que o deixou parecido com o terrorista saudita.
Além disso, a própria Al Qaeda já estava pressentindo o fim da longa saga de fuga de seu líder, tanto que na semana passada vazou a informação de que uma bomba atômica seria jogada sobre a Europa caso Bin Laden fosse assassinado.
Se o pesadelo Bin Laden chegou ao fim, por aqui as coisas parecem estar só começando. A operação “Câmara Secreta”, do Gaeco, que levou de volta à prisão os ex-vereadores Sidlei Alves e Junior Teixeira é só a primeira parte de mais um perigoso e escandaloso capítulo desta novela da corrupção douradense cujo autor parece ter se perdido no enredo. Se as operações Owari e Uragano, da Polícia Federal, deixaram rastros de incerteza pela forma com que foram conduzidas, com flagrantes forjados por um dedo-duro beneficiado pela delação premiada, tudo fazendo antever uma enorme e apetitosa pizza, o mesmo não se pode dizer agora, pela gravidade dos fatos denunciados, com vereadores e assessores contraindo empréstimos bancários fraudulentos para reforçar o caixa do famigerado mensalinho municipal.
Bin Laden morreu, mas Humberto Teixeira está vivinho da silva. Barbudo e aniquilado moralmente, com o filho no xilindró, mas com muito mais armas de alto poder de destruição do que as espingardas enferrujadas apreendidas pelo Gaego sexta-feira sua fazenda.
