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Eleição da União de vereadores serviu de preview para 2014

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25/03/2013 – 18h08

Visualização, pré-estréia, apresentação antecipada, seja lá o que for, a palavrinha inglesa – de uso comum nas ilhas de edição de produções televisivas – em itálico no título é a que melhor define a piaba levada pelo vereador douradense Maurício Lemes Soares na eleição para a presidência da inócua União de Vereadores do Mato Grosso do Sul. Às vésperas do pleito o pupilo de Archimedes Ferrinho já estava com o discurso de posse alinhavado, tanta era a certeza da vitória, apertada, mas estimada em cerca de cem votos.

Preferindo, ainda, acreditar que a eleição de Alcides Bernal para a prefeitura de Campo Grande tenha sido apenas e tão somente um vacilo peemedebista, a entrada do ex-governador Zeca do PT na eleição de Maurício Lemes passa a ser vista como a primeira sinalização de como serão feitas as amarrações para 2014. Não só pela cada vez mais difícil tentativa de dissimulação de delcidistas e andrezistas, como pela intestina disputa entre petistas pela direção regional do partido. Tanto que nas reuniões com a companheirada Zeca não tem medido palavras para tentar esconder suas reais intenções, o que passa pela defenestração do “conterrâneo” pantaneiro para que possa voltar ao primeiro plano da cena política estadual, protagonizando, mais uma vez, com o mesmo Puccinelli, no que seria uma melhor de três entre ambos.

Pode até parecer um jogo desigual, levando-se em consideração que Reinaldo Azambuja (mais perdido no cenário político estadual que cachorro caído de caminhão de mudança), também apoiou a candidatura do todo enrolado jateiense Jeovani Vieira dos Santos, cuja ficha-corrida, aliás, não estivéssemos na República de Garanhuns (ou das Jabuticabas) seria considerara suja para o cargo. Mas nenhuma dúvida de é por aí que vai caminhar o processo sucessório de André Puccinelli: De um lado Delcídio do Amaral e Cia., incluindo-se o desgarrado ex-primeiro-sobrinho Vander Loubet, numa até então inesperada aliança com o PMDB, neste episódio representada pelo casal Eduardo Rocha-Simone Tebet; do outro, além do cardeal Londres Machado e seus estaduais; titio Zeca e Murilo Zauith, de namorico há tempos e, mais importante, a família Trad, cujo representante na Câmara Federal, Fábio, teria sido um dos maiores cabos eleitorais do vereador douradense.

A Maurício Lemes Soares resta a oportunidade de fazer do limão uma limonada. Já que está todo mundo entregando a rapadura antes da hora, como se não houvesse ninguém em condições ou com coragem de enfrentar o rechonchudo senador corumbaense radicado em Floripa, que ele tome a frente e que comece, já, um movimento para o restabelecimento do respeito senão à classe política pelo menos aos eleitores douradenses que, da mesma forma que os de Jateí, bem provável até que em maior número, dão o seu quinhão de contribuição para que forasteiros como Delcídio do Amaral, Vander Loubet e tantos outros continuem faturando com os votos daqui mas prestigiando Jateí, Juti, Jaraguari, Anhuanduí…

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Marício Lemes e o cabo eleitoral Zeca do PT - foto:estadonoticias.com.br

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