22/04/2012 – 11:04
Foto: Divulgação
Jardim Botânico, em Curitiba, lembrando os jardins do Palácio do Schönbrunn, em Viena, Áustria
Carrego comigo uma frustração por não conhecer Curitiba. A primeira vez em que lá estive, nem desci do avião, durante uma escala para Porto Alegre. Aliás, nem posso dizer que estive em Curitiba, já que o aeroporto Afonso Pena fica no município de São José dos Pinhais. Agora, no começo do ano, retornando de Florianópolis, limitei-me a contemplá-la ao longe, pegando à esquerda, par encurtar caminho, na direção de Ponta Grossa.
Frustração por não conhecer a cidade com melhor qualidade de vida do Brasil e, assim, não podendo estufar o peito lá fora para fazer ver aos europeus que não estamos tão atrasados assim, principalmente diante parisienses metidos a bestas que ignoram dever ao arquiteto e urbanista curitibano Jaime Lerner o muito do conforto e da segurança de algumas das principais alamedas da Cidade Luz. Frustração por conhecer, além de Paris, outras capitais europeias, como Viena, Budapeste e Praga, sem contar a romântica mas fedorenta Veneza, na Itália, além da capital internacional da cerveja, Munique, na Alemanha, mas não conhecer Curitiba. Frustração por conhecer a maioria das capitais brasileiras, inclusive a da República, mas não conhecer Curitiba. Frustração, enfim, por conhecer até Sanga Puitã, sem contar a nossa Pedro Juan, com uma esticada a Assuncion, a Argentina, ao Uruguai e a Bolívia, por conhecer Camapuã e Bataiporã, mas não conhecer Curitiba.
Mas, afinal, que diacho de frustração só por não se conhecer uma cidade? O quê Curitiba tem a ver com Uragano, com os retornos da vida e com outros temas que costumam predominar aqui no Blog? A frustração por insistir em escrever errado o nome da capital paranaense, o que só pode ser praga do gozador Maurício Fruet, que, depois de elogiar minha indumentária e, diante de minha indiferença, durante uma viagem pelo Túnel do Tempo (a esteira rolante que liga as duas Casas do Congresso), recém-saído da prefeitura de Curitiba e eleito deputado Constituinte, em mangas de camisa, apresentou-se como simples funcionário da Câmara Federal. Recorro, a propósito, ao túnel do tempo, em respeito ao internauta-revisor que me puxou as orelhas outro dia sugerindo que volte à escola por ter trocado o ‘u’ de Curitiba pelo ‘o’ do Coritiba, para dizer que o problema vem desde os tempos de Fatos e Notícias, o noticioso que redigia diariamente para a Rádio Clube de Dourados. Acho, até, que já contei aqui a história do dia em que escrevi e Edgar Martins leu que o “Cotitiba” havia perdido não sei pra quem, e, pelo tanto que confiava no meu taco, insistindo que era mesmo o tal “Cotitiba” e não o Coritiba, diante da correção, no ar, pelo atento Marco Antônio Cunha.
Aliás, deve ser o mesmo internauta (a quem cheguei a pedir que se identificasse ou mandasse o número da conta para o depósito do correspondente ao seu trabalho como revisor) que outro dia fez o maior pampeiro porque confundi o ano da eleição municipal, a de 1988. Em se tratando de praga, neste caso, só se jogada por algum dos sectários seguidores de José Elias Moreira, talvez o mesmo responsável pela tese da traição por ter abandonado a fileira dos áulicos do deputado e amigo que havia assessorado na Constituinte para, pela primeira vez profissionalmente, atuar na campanha de Braz Melo. Bom repetir, em 1988! Como esquecer, pois, aquela campanha? E se 1986 ficou marcado de forma indelével é porque foi o ano em que corri o Estado (com as “Boletes” de Edson Bolinha Cury no palanque) para ajudar a eleger o mesmo Zé Elias, sonhando com uma condição profissional bem diferente da que teria em Brasília durante a Constituinte.
Mas, pior que trocar o ‘u’ pelo ‘o’ confundindo uma cidade com um time de futebol ou um número, assim mesmo insuficiente para reverter o estreito e histórico resultado das urnas de 1988 foi inverter a história da tentativa de ascensão política de Walter Carneiro com Valdemir Barbosa de Vasconcelos em 1982, quando, na verdade, foi Carneiro, que nem por isso chiou com o blogueiro, quem impôs Luiz Antônio Álvares Gonçalves como candidato a prefeito para suceder o cunhado Zé Elias na prefeitura. Feito o reparo, pelo menos por isso, que a saracura não atazane mais minhas ideias.
PS – Não fosse o corretor ortográfico, já ia lascando hoje um “Curibita”. Deve ser mesmo praga. Ou necessidade de uma reciclagem. Em C-u-r-i-t-i-b-a!
