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Iminente derrota de Girotto em Campo Grande põe André na alça de mira de Delcídio do Amaral

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30/09/2012 – 09:09

Olhos nos olhos desviados por Alcides Bernal?

Pedro Pedrossian, pelo menos, admitiu a soberba, em 1998, depois da derrapagem fatal no debate na TV Morena, quando afirmou preferir uma boa pescaria no “Touro Morto”, seu pesqueiro em Miranda, ao retorno à lida política. Com isso, nem indo adiante na disputa, pondo um ponto final ao “pedrossianismo” de tantas glórias com uma melancólica carta de apoio a Zeca do PT, restando ao grande estadista o gostinho da derrota do “wilsista” Ricardo Bacha no segundo turno.

Ontem, durante monstruosa manifestação popular na tentativa de evitar a iminente e acachapante derrota de seu pupilo Edson Girotto para a reencarnação ainda viva do animal de pelo curto causador dos ventos uragânicos que abalaram Dourados dois anos atrás o governador André Puccinelli chorou. Pode ter sido tarde demais. A vaca parece ter ido para o brejo, de onde emergem os cabelos brancos cuidadosamente tratados para proteger o cenho da versão corumbaense de Rolando Lero, só diferenciada do puxa-saquismo explícito e saudosista do personagem televisivo pela aplicação com que Delcídio do Amaral refaz os cálculos para não desperdiçar mais um projétil de seu obus, agora programado para fazer escurecer o sol peemedebista, pelo menos no horizonte de Mato Grosso do Sul, no máximo até 2014.

Em palanque, o senador petista diz apoiar o companheiro Vander Loubet, mas (não tão) por debaixo dos panos é quem está por trás da candidatura do comedor de chipa paraguaia e apreciador de um bom tereré Alcides Bernal. Assim como faz em Ponta Porã, por contingência partidária apoiando o azarão Ludimar Novaes, mas tramando nos bastidores com Flávio Kayatt, a quem corteja como provável candidato a vice-governador.

A derrota de Edson Girotto em Campo Grande, a reviravolta na eleição em Ponta Porã, onde o abandonado Álvaro Soares pode acabar com a síndrome do cavalo paraguaio, a incomodativa continuidade de Murilo Zauith no comando político da Grande Dourados, com Paulo Duarte fazendo o dever de casa na casa de Delcídio no Mato Grosso do Sul podem fazer André Puccinelli rever os planos senatoriais, para, em atendimento aos mais íntimos desejos, pelo menos os publicamente confessados, voltar pra casa mais cedo, para cuidar dos netos.

Como a dinâmica da política implica sempre em desejo de vingança, pode ser que os “geronimônicos” planos do sucessor de Pedro no trono político do Estado sejam refeitos a partir de seu novo bastião político, o Bolsão de onde sacou a mais bela e competente representante para coadjuvá-lo neste segundo mandato governamental, onde, também, provavelmente pelo peso do PIB florestal, a população parece não querer se arriscar em aventuras. Tudo, claro, diabolicamente tramado nos porões do temido gabinete civil do Parque dos Poderes, para a ascensão – ou seria a queda? – de Nelsinho Trad, o camarada que lá atrás já havia impedido a primeira tentativa do mesmo Girotto de se oficializar como herdeiro, ou preposto.

Menos mal que a tempestade que se abate sobre a capital morena deve desanuviar o tempo para que se vislumbre, a partir de sete de outubro, quem é ou quem vai de André ou de Delcídio. Ou melhor, de Delcídio ou de Nelsinho. E para quem não está entendendo bulhufas, que fique a reflexão de um todo poderoso Pedro Pedrossian descendo das tamancas depois de uma bicuda história. E olha que foi só uma.

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