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quarta-feira, julho 1, 2026

Uma galera pra lá de comprometedora

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26/03/2012 – 10:03

Foto: Divulgação

 

Galeria dos ex-presidentes da Câmara de Dourados

O corpo de um impoluto João Totó Câmara (ex-prefeito velado semana passada) no alto do tablado que serve de plenário para o que sobrou da Câmara Municipal eleita em 2008 contrastava com o sentido que normalmente se dá às galerias de fotos dos saguões dos ambientes de poder. E o burburinho, inevitável, principalmente de douradenses mais antigos que só saem da toca nesse tipo de ocasião, era quanto à matemática dos anos de prisão que somariam suas excelências, não só os presidentes da Casa, de Moacir Barreto de Souza (o Lamparina, totosista preso nos anos sessenta, acusado de contrabandista de café) a Sidlei Alves (um dos expoentes da Uragano) como daqueles que não chegaram ao comando do Palácio Jaguaribe, mas que igualmente foram para o xilindró, por várias razões, nos últimos tempos.

Quando os partidos começam a se movimentar para as convenções partidárias que definirão os nomes de seus representantes para a renovação do legislativo, interessante que mais eleitores tivessem a oportunidade de parar, para refletir, diante do painel que ilustra este post, e não apenas aqueles que têm nas sessões de segunda-feira sua única opção de distração. Responsabilidade eleitoral que aumenta não só para se evitar fiascos como os da Uragano, da Câmara Secreta e outros que podem explodir a qualquer momento, como pelo aumento de doze para dezenove cadeiras, ainda mais com o atrativo do generoso reajuste de salários dos nobres edis, sem contar os jetons para aquelas sempre desnecessárias sessões extraordinárias, principalmente as do recesso de fim de ano.

A propósito desta – muito maior agora – necessidade de reflexão para a eleição de uma Câmara que não mate mais os douradenses de vergonha, não bastassem os escândalos apenas servindo para trocar nomes de ruas ou dar questionáveis títulos de honrarias, vem em muito boa hora a entrevista de Dilma Rousseff, em Veja desta semana. Questionada a respeito da faxina ética em seu governo e da crise com o Congresso, que ela nega existir, recorrendo a Montesquieu (não por coincidência o francês da teoria da separação dos poderes e que ensinou que as instituições é que devem ser virtuosas) a presidente da República diz que “os processos [no governo] é que precisam ser de tal forma claros e os resultados de avaliação tão lógicos que não sobre espaço para as fraquezas dos indivíduos”.

Traduzindo essa “fraqueza dos indivíduos” numa única palavra – retorno! Ou seja, também na terra de seu Marcelino esse negócio de envelopinho com presentinho para vereador pra lá e pra cá no fim do mês ou a cada votação importante precisa acabar. A menos, evidentemente, que os eleitos $ó pen$em naquilo, não se importando um dia se somarem àqueles cujas fotos “oficiais” estão emulduradas com um círculo vermelho, um jeito “tipo assim”, como diria o Valdecir, pouco republicano de entrar na história.

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