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A César (Zé Elias) o que é de César

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14/03/2012 – 10:03

Douradão, palco de Cene e Atlético Mineiro e de muitas disputas políticas

Antes que o deputado Geraldo Resende inclua o estádio Frédis Saldivar na relação de obras que trouxe para Dourados e a propósito do jogo de hoje entre o Atlético Mineiro e o time do Reverendo Moon pela Copa do Brasil, o que pode marcar a inserção definitiva do Douradão no calendário de jogos da CBF, interessante que se ponham alguns pingos nos “is”, nestes tempos em que o dinheiro da preservação da memória vai para o ralo de projetos que já nascem fantasmagóricos, quando não para novos cabides de emprego criados em nome da cultura e do esporte. Como toda obra essencialmente política, são vários os candidatos a pai do Estádio até aqui campeão de ociosidade no Brasil, exceto nos períodos dos bingos promovidos por Roberto Razuk, cujas fotos, com as arquibancadas totalmente lotadas, bem que poderiam ser agora requisitadas por Murilo Zauith nesta sua cruzada para tirá-lo da condição de maior elefante branco já construído em Dourados.

Pois foi no primeiro lance de arquibancada ainda em construção, ao final de seu primeiro governo, no MS, que ouvi Pedro Pedrossian choramingando pela incompreensão de seus aliados com seu jeito de administrar divergências. Ele havia acabado de apoiar a candidatura de Braz Melo a prefeitura, em 1982, na eleição em que o vitorioso havia sido Luiz Antônio Gonçalves, o candidato apoiado por seu candidato a governador, José Elias Moreira, ainda no tempos das sublegendas, quando cada partido podia lançar até três candidatos. A história se repetiria dez anos depois, não no mesmo Douradão, mas por causa dele. De volta ao governo e o estádio ainda inacabado, mesmo as obras tendo avançado no governo Wilson Martins, mas voltando à paralisação, por picuinha de Marcelo Miranda, Pedrossian condiciona sua conclusão ao apoio do até então fiel escudeiro Zé Elias à candidatura de Antônio Nogueira à prefeitura. E aí não era o caso de administrar divergência de aliados, mas entre adversários, já que Zé Elias não havia engolido a derrota por 40 votos na eleição que disputara pelo PTB contra o aí peemedebista Braz Melo (em 1988), o artífice da candidatura Nogueira.

Pedro Pedrossian sabia o quão importante era o Douradão para Zé Elias, pois foi durante o mandato dele como prefeito, de 1977 a 1982, que esta história começou. Pensando no futuro, Zé Elias foi além em seu convencimento ao fazendeiro Alei Machado, conseguindo, no mesmo pacote, também a área onde está hoje a prefeitura. E, tarefa, mais difícil, naquela época, conseguir convencer um milico a autorizar a implantação de um estádio de futebol numa cidade onde Judas havia perdido as botas. Pois Zé Elias dobrou o todo poderoso almirante Heleno Nunes, presidente da CBF. Era a senha para que Pedro Pedrossian, que já havia construído o Morenão, no seu governo ainda do Mato Grosso inteiro, contemplasse Dourados com um estádio a altura da história e dos títulos de Ubiratan e Operário. O resto da história, que contem os cartolas.

PS – Será que Zé Elias foi ao menos convidado para a tribuna de honra ao lado de Zé das Medalhas hoje à noite?

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