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Redes Sociais já dão o tom da campanha eleitoral

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24/02/2012 – 08:02

Uma das maiores armas das campanhas eleitorais de antigamente era a panfletagem apócrifa. Candidatos, fichas sujas ou não, tinham de ter eficientes equipes de varredura a postos para desfazer o malfeito sempre muito bem feito na calada da noite. Como aconteceu, por exemplo, com o prefeito José Elias Moreira, vítima do famoso panfleto com a fotografia de sua recém-construída residência com uma placa – semelhante às de obras públicas – “aqui o seu imposto”, serviço sujo muito tempo depois assumido por Roberto Djalma Barros.

Hoje, com as tetas gordas do dinheiro público murchando cada vez mais, por conta de adventos como mensalão e mensalinhos; de uraganos e de retornos, que fizeram aumentar a demanda da Polícia Federal e tirando o Ministério Público do sono profundo de outrora, candidatos a cargos eletivos migram em massa para as chamadas Redes Sociais da internet, onde as campanhas já estão a pleno vapor. Não bastassem os Blogs, assustando cada vez mais os recalcitrantes do jornalismo impresso, pois que se firmam como a mais eficiente alternativa de comunicação dos tempos modernos e levando ao desatino os poucos que sobraram entre os filhotes da ditadura que sempre posaram de baluartes do Direito, ainda tem o Twitter, micro blog que é a coqueluche entre os políticos depois do bom uso eleitoral dele feito por Barack Obama; o conservador e mais familiar Orkut e o Facebook, impondo-se principalmente entre os adeptos da “azaração”, por isso mesmo um ótimo palanque. Quer dizer, é só ter um tiquinho de tutano (ou uma boa assessoria) e o candidato, também, deita e rola nesses espaços.

Assim, se antes a panfletagem era apócrifa e obrigava coordenadores de campanha como Lourival Mesquita, que se notabilizou por ter sempre sob seu comando um destacamento para, se precisasse, subir em postes antes do dia clarear rasgando cartazes colados por adversários, hoje é tudo eletrônico, online e assinado embaixo, embora alguns covardes (os mesmos que mandam recadinhos sem identificar suas vítimas nas coluninhas sociais e de fuxicos) insistam em agir no anonimato também na rede.

Maior exemplo desse novo jeito de fazer política é o que pode ser considerado o start da campanha de reeleição do prefeito Murilo Zauith, dado esta semana no Face. O material, que ilustra este post, é de Ricardo Fava, como se vê, grifado, em sua apresentação, publicitário e diretor de marketing da Unigran (a Universidade presidida por Zauith), mas também o cabeça pensante do staf murilista na prefeitura, em que pese os milhões que o município gaste com agências de propaganda que pouco ou nada pensam de estratégia administrativa ou política do prefeito.

Pelo tom do post do guru do prefeito a campanha vai ser de lascar o cano. E, se o deputado peemedebista Geraldo Resende, ainda candidato a candidato à cadeira de Zauith, com seu rolinho compressor, faz das tripas coração para chegar a quatro mil seguidores no Twitter, com a divulgação de suas ações, Zauith, pelo jeito, vai investir sobre ele e quem mais ousar desafiá-lo como um trator de esteira com o peso daqueles que puseram abaixo todo o arvoredo que deu lugar às amplas avenidas da terra de seu Marcelino.

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