Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
A atual crise política no país, sob gestão Jair Bolsonaro, é um desdobramento do processo de impeachment ocorrido em 2016, afirma a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Nesta terça-feira (31) são completados cinco anos do impedimento que tirou a petista do poder sob acusação de pedaladas fiscais —e com grande mobilização nas ruas em meio à impopularidade de Dilma e à crise econômica.
Com frente de obras em vários setores, o governador Reinaldo Azambuja destacou nesta segunda-feira (30) durante agenda em Dourados que nunca houve um Governo 'tão presente' e com investimentos expressivos nas 79 cidades, que mostra uma gestão municipalista e preocupada com o bem-estar da população. 'Nunca se viu um Governo tão presente nas cidades. Mérito de construir parcerias com os prefeitos. Consegue olhar a presença do Estado nas ruas, cidades, praças e hospitais. São investimentos em diferentes setores como saneamento, saúde e infraestrutura urbana, com recapeamento, drenagem, pavimentação de ruas', descreveu o governador.
O convés do navio comandado por Giuseppe Garibaldi (1807-1882), sob ataque das tropas imperiais brasileiras, começava a ser coberto por tripulantes caídos, mas Anita, apelido dado pelo italiano à Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva, seguia na primeira linha de atiradores. Mesmo com a batalha escalando em mortos e feridos, ela seguia na proa, entre dois marinheiros, 'de fuzil ao peito', exposta 'às balas do inimigo' e atirando, escreveu Lindolfo Collor, avô do ex-presidente e hoje senador Fernando Collor, em 'Garibaldi e a Guerra dos Farrapos', livro de 1938 sobre a revolta ocorrida no sul do Brasil entre 1835 e 1845.
Presidentes de partidos de diferentes lados do espectro político temem que os protestos de 7 de Setembro aumentem o tom autoritário de Jair Bolsonaro. Entre auxiliares no Palácio do Planalto, há o temor de que o discurso do presidente, normalmente feito de improviso, seja inflamado diante das ruas cheias. Por isso, eles têm atuado junto ao presidente para convencê-lo da importância de fazer uma fala mais moderada. Interlocutores acreditam que Bolsonaro pode se acalmar ao ver que tem ainda grande apoio da população.
Cotado como um nome da terceira via na corrida ao Palácio do Planalto em 2022, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), tem adotado postura equilibrista ao alterar momentos de reação a arroubos autoritários de Jair Bolsonaro com complacência em relação a falas e ações do mandatário. Em momento de crise institucional e repetidas ameaças à democracia, a posição de Pacheco é alvo de crítica nos bastidores do Senado, com oposicionistas, independentes e até mesmo governistas pedindo postura mais firme do presidente do Congresso.
Em meio a uma crise que se arrasta nos últimos dias com membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) subiu o tom dos ataques e sugeriu que 'todo mundo' tem que comprar um fuzil. A afirmação foi dada a apoiadores na manhã desta sexta-feira, ao ser questionado se ele iria 'parar de brigar dentro das quatro linhas' da Constituição e 'partir para o ringue'.
O projeto de novo Código Eleitoral, com votação marcada para a próxima quinta-feira na Câmara dos Deputados, prevê a derrubada de um dos principais trechos da Lei da Ficha Limpa: o que torna inelegível o político que renuncia ao mandato para evitar a cassação. Pela regra atual, um parlamentar fica impedido de se candidatar a cargos eletivos por oito anos a partir do momento em que o Conselho de Ética recomenda a sua cassação, ou seja, antes mesmo de o caso chegar ao plenário da Casa Legislativa em que tramita.
As convocações bolsonaristas para os atos de 7 de Setembro substituíram palavras de ordem com mensagens anticonstitucionais e autoritárias por termos que dão um verniz democrático às manifestações, mobilizadas a partir da retórica golpista do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A mudança de tom na comparação com atos anteriores —alguns dos quais viraram alvos de investigações do STF (Supremo Tribunal Federal) e de outros órgãos— domina postagens em redes sociais e falas públicas de organizadores, conforme o jornal Folha de S. Paulo, o que sugere uma ação coordenada.
26/08/2021 - 14h26Presidente criticou possibilidade do STF alterar critério de demarcação de terras indígenasO presidente Jair Bolsonaro afirmou que uma mudança no entendimento do...
25/08/2021 - 18h59Além da destituição do cargo, Bolsonaro pedia o afastamento do ministro de funções públicas por oito anosO presidente do Senado, Rodrigo Pacheco...
Não poderia ter sido pior a ideia do deputado bolsonarista, coronel David, de trazer o ministro da Justiça, Anderson Torres, para conduzir as negociações de terras indígenas em Dourados. Da última vez que isso aconteceu, no final da década de 1980, no governo FHC, o então ministro da Justiça, Nelson Jobin, desapropriou, numa canetada, as terras da Aldeia Panambizinho, muito provavelmente por não saber que se tratava de terras produtivas com seus proprietários ali residindo.
25/08/2021 - 14h18Presidente participou de solenidade do Dia do Soldado, no QG do Exército em BrasíliaO presidente Jair Bolsonaro participou nesta quarta-feira (25) de...
Alguns amigos e meus filhos, principalmente, não aguentam mais ouvir a história do dia em que, no já longínquo 1985, assisti a um capítulo da novela 'Roque Santeiro' dependurado na porta da boleia de um caminhão durante um congestionamento-monstro na saída do Rio, com destino a Guarapari, numa tarde-noite de sexta-feira de carnaval. Lembrei-me disso ontem ao rever o capítulo da mesma novela, agora disponível em streaming, da Globonews, em que o prefeito de Asa Branca, Florindo Abelha (Ary Fontoura) é flagrado pela primeira-dama dona Pombinha (Eloisa Mafalda) se empetecando para um encontro com uma antiga amante, saindo-se da saia justa com a esfarrapada desculpa de que vai a uma reunião no Centro Cívico para discutir a dívida externa brasileira.
O jornal Folha de S. Paulo estampava a manchete 'Lacerda acusa o ministro da Justiça de tramar o fechamento do Congresso', sobre a declaração do então governador da Guanabara à cadeia de rádios e televisão, enquanto o presidente Jânio Quadros, eleito com apoio do mesmo Lacerda e da UDN, participava de um evento pelo Dia do Soldado, em Brasília, naquele 25 de agosto de 1961. Jânio já tinha em mente a decisão tomada naquela madrugada, que deixaria o Brasil à beira de uma guerra civil, como registrado na edição do dia seguinte. Com menos de sete meses de governo e depois de eleito com 48% dos votos para um mandato de cinco anos, ele renunciou à Presidência naquele dia 25, com um bilhete.
Bravateiro, como sempre, o ex-governador italiano André Puccinelli está de volta, com seu português cada vez mais empolado. Elogia, discretamente, o governador Reinaldo Azambuja e o prefeito Marquinhos Trad, fazendo comparativos e se colocando como insuperável. Só não diz que é “imbrochável”, como Bolsonaro, mas, dizendo-se candidatíssimo ao governo, dando toda pinta de que gostaria de estar no palanque do presidente. Por baixo do pano articula, fortemente, contra todos.
Patrícia Calderón é daquelas jornalistas que não desistem nunca até ficar frente a frente com quem deseja entrevistar, por mais ‘inatingível’ que seja o personagem. Por isso, já conseguiu 3 exclusivas com Lula. As duas primeiras quando o petista ocupava a Presidência da República. A recente conversa foi gravada na segunda-feira (23) e vai ao ar na íntegra às 8h00 no sábado (28), no ‘Jornal da Manhã’ da Jovem Pan News de Fortaleza. Trechos estão sendo exibidos na programação jornalística da TV Cidade, afiliada da Record TV no Ceará.
23/08/2021 - 10h51Muitos cartórios distritais e de pequenas cidades de Mato Grosso do Sul estão em vias de fecharem as portas sufocados pela concorrência...
Fernando Henrique Cardoso está no rol dos políticos longevos que mantêm sua influência. Uma voz ouvida com frequência, que reverbera além das ideologias e dos jogos políticos. Moderado e honesto em suas colocações, o ex-presidente não se exaspera com os atos do governo Bolsonaro, mas também não se cala. Não acredita que estamos na antessala de um golpe, pois não vê as Forças Armadas como aliadas à ideia de uma ruptura democrática. Também não crê que o impeachment seja solução, defende alternância de poder, descarta seu nome como candidato e gostaria de uma liderança tucana disputando as eleições presidenciais.
A juíza Pollyanna Kelly Maciel Medeiros Martins Alves, da 12ª Vara Federal Criminal de Brasília, rejeitou denúncia reapresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do sítio de Atibaia, fruto da Operação Lava Jato. A decisão foi tomada neste sábado (21). Alves também refutou a denúncia contra todos os demais envolvidos no caso que havia tramitado na 13ª Vara Federal de Curitiba, então sob o comando de Sergio Moro. Cabe recurso.