Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Uma declaração de apoio da então prefeita Délia Razuk à candidatura de seu ex-colega de Câmara Municipal Alan Guedes, no período das convenções partidárias para as eleições do ano passado, causou muita polêmica, até porque isto aconteceu no exato momento em que o partido dela, o PTB, anunciava a candidatura de Wilson Matos. Agora, as coisas começam a se encaixar, com seu sucessor dando toda a pinta de que aquela história de recomeço era tudo balela e que sua administração não passa de uma continuidade do (des) governo Délia.
A saída do comando máximo das Forças Armadas do governo Bolsonaro na semana passada é 'motivo de comemoração', destacou o jornal britânico Financial Times em editorial publicado na segunda-feira (5/4). 'Entre a lealdade a um presidente errático e imprevisível que desprezou abertamente o Congresso e os tribunais ou jurar fidelidade à Constituição do Brasil, eles sabiamente escolheram a última opção', decretou o jornal econômico.
Em plena pandemia, o prefeito Alan Guedes ainda não conseguiu encontrar um médico que aceite o desafio de comandar a Secretaria de Saúde. Enquanto isso o adjunto, enfermeiro Edvan Marcelo Marques, vai segurando a peteca. Que essa interinidade não dure uma eternidade, como aconteceu com José Sechi, o interino da Saúde de Luiz Antônio, que ficou seis anos no cargo, esperando a desincompatibilização do titular nomeado, Paulo Ajax Rolim, que era concursado no Ministério da Saúde.
Partido de maior penetração nos municípios, com grande influência no cenário político, o MDB é ator importante nas discussões sobre alianças para as eleições de 2022. O apoio da sigla é cobiçado pelos principais pré-candidatos à presidência da República, que buscam compor com forças de centro para fugir da polarização entre direita e esquerda, rejeitada por grande parte dos eleitores. Abordada por outras legendas, a cúpula emedebista se mostra aberta ao diálogo, mas tem insistido que poderá ter candidato próprio na corrida ao Planalto.
A discussão em torno de um candidato que possa representar o centro nas eleições presidenciais de 2022 deve ganhar corpo a partir de outubro, segundo dirigentes partidários e cientistas políticos ouvidos pelo jornal O Globo. Até lá, o grupo deve continuar negociando pontos de um programa em comum que sustente essa candidatura. Na última semana, seis presidenciáveis desse campo assinaram um manifesto em defesa da democracia, um tema de fácil consenso, mas ainda há outras áreas em que é preciso construir acordos. Analistas acreditam que o projeto econômico defendido pelo grupo vai ajudar a definir o tamanho da aliança eleitoral.
A demissão coletiva dos três chefes das Forças Armadas, episódio inédito na República, foi o ponto alto de uma escalada de decisões do presidente Jair Bolsonaro em choque com os interesses da caserna. Por ora, os militares conseguiram traçar uma linha limitando o avanço da política sobre os quartéis. Os oficiais resistiram a uma tentativa do governo de cooptar apoio para propostas visando um Estado de exceção. O temor agora é de que os embates voltem à tona com a proximidade das eleições, em 2022.
03/04/2021 - 14h09O ex-governador tem estudado duas possibilidades, concorrer ao Senado ou ao governo de MSO ex-governador André Puccinelli (MDB) voltou ao jogo político...
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) podem excluir da Lei de Segurança Nacional os trechos usados pelo governo de Jair Bolsonaro para investigar opositores e manifestantes que protestam contra o chefe do Executivo. A análise feita em reservado por integrantes da corte é que o governo federal tem dado uma interpretação muito expansiva, principalmente, ao artigo 26, que fixa pena de 1 a 4 anos de prisão para quem caluniar o chefe de um dos Três Poderes.
Depois de Lula, lá, o companheiro de biritas aqui. O STJ manteve decisões de 1ª e 2ª instâncias da Justiça de Mato Grosso do Sul, absolvendo o ex-governador Zeca do PT de acusações do Ministério Público Estadual de improbidade administrativa por supostas irregularidades em contratos de publicidade durante seu governo. Zeca foi delatado pela servidora da Secom Ivanete Martins. Foi este processo que obrigou Raufi Marques a deixar a secretaria de governo de Délia Razuk.
O manifesto de seis presidenciáveis sinaliza pela primeira vez um embrião de alianças possíveis para 2022, mas todos os seus signatários estão cientes de que as diferenças de objetivos por ora os mantêm separados. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, que ouviu pessoas ligadas à confecção do texto 'Manifesto pela Consciência Democrática', o que motivou o grupo foi a necessidade de marcar a entrada no debate público num momento agudo de crise e sob o domínio narrativo da polarização entre Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
Pode parecer uma foto aleatória, apenas para fixar na cabeça do eleitor que o grande trabalho de recapeamento asfáltico que está sendo executado no quadrilátero central de Dourados é uma obra do governo do estado e não da prefeitura, como pode parecer aos incautos. E, assim, antes que Alan Guedes se aperceba do momento e faça como a antecessora Délia Razuk, que tentou tirar uma casquinha em serviço parecido, nas três principais avenidas, que se dê a Azambuja o que é de Azambuja. Ou, para ser mais justo ainda, a Murilo o que é de Murilo.
Pela primeira vez na história, os três comandantes das Forças Armadas pediram renúncia conjunta por discordar do presidente da República. Todos reafirmaram que os militares não participarão de nenhuma aventura golpista, mas buscam uma saída de acomodação para a crise, a maior na área desde a demissão do então ministro do Exército, Sylvio Frota, em 1977 pelo presidente Ernesto Geisel.
A condenação a 11 anos de cadeia do ex-secretário de Saúde Renato Vidigal deve arrefecer os ânimos daqueles que ainda não acreditam que os tempos mudaram e que insistem em usar a máquina pública não apenas para desviar recursos por meios ilícitos, mas, também, transformando aquela pasta num cabidão de emprego. Claro que Vidigal é só mais um boi de piranha lançado nesse oceânico lamaçal da corrupção. Vai pagar caro por sua fidelidade canina. Que fique a lição aos novatos.
No pior momento da pandemia no Brasil, Jair Bolsonaro decidiu colocar em prática a primeira reforma ministerial de seus dois anos de mandato. Ao todo, seis ministérios tiveram a chefia alterada na tentativa de gerenciar a crise em diversos setores do governo, mas a dança das cadeiras não será sinônimo de calmaria para o presidente no comando do Executivo.
O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, foi demitido do cargo nesta segunda-feira (29) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A decisão do presidente pegou os militares de surpresa e ocorre no mesmo dia da saída de Ernesto Araújo do cargo de ministro das Relações Exteriores. Segundo aliados, Bolsonaro deve promover novas trocar no primeiro escalão do governo federal.
Após o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, entregar o cargo nesta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro decidiu convidar Luis Fernando Serra para ocupar a pasta. Serra é embaixador do Brasil na França e é visto como uma pessoa mais 'pragmática' que Ernesto Araújo, o que facilitaria a relação com países estratégicos como China e Estados Unidos. Bolsonaro já tomou sua decisão. Mas a nomeação de Serra, agora, depende da vontade do próprio diplomata, que teria que estar disposto a trocar Paris por Brasília.
O presidente Jair Bolsonaro tem visto sua popularidade cair em meio à falta de planejamento para combater a pandemia da covid-19 e por causa da lentidão na imunização contra o vírus, que já provocou mais de 310 mil mortos. Mesmo assim, ele confia na recondução ao Planalto, em 2022, porque já conta com apoio de cerca de 30% do eleitorado, composto por radicais, evangélicos e antipetistas, conforme avaliam especialistas.
Em meio à pressão para a saída do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o Centrão vai intensificar junto ao presidente Jair Bolsonaro o pleito para que haja uma reforma ministerial mais ampla, incluindo outros ministros como alvo. Bolsonaro trocou, na semana passada, o titular da Saúde, Eduardo Pazuello, mas não pôs em seu lugar um indicado pelos aliados no Congresso. Agora, líderes parlamentares fazem críticas a outros integrantes da Esplanada. O titular do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é alvo prioritário em seguida de Ernesto, mas há também insatisfação com nomes como Milton Ribeiro, à frente da Educação, Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura.
Um grupo de militares que ajudou a eleger o presidente Jair Bolsonaro em 2018 tem defendido a construção de uma alternativa política para a disputa do Palácio do Planalto no próximo ano. O movimento, encabeçado por oficiais da reserva, ganhou força depois da volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à cena com a anulação de suas condenações pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), atraiu as atenções ao cobrar competência do governo nas ações de combate à pandemia da covid-19. Conhecido como um habilidoso articulador político, o parlamentar conseguiu reunir em torno de si apoios até mesmo de adversários históricos ao assumir, com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o protagonismo da coordenação nacional das medidas de enfrentamento à crise, ante a falta de rumo do Executivo.