Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Apesar de o presidente Jair Bolsonaro negar repetidamente que vai repartir a Esplanada dos Ministérios entre partidos da base aliada no Congresso, políticos do Centrão seguem articulando nos bastidores para tentar abocanhar mais espaço no governo. Aliados do Executivo passaram a sugerir que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, assuma o Ministério das Relações Exteriores. O movimento atendaria a dois desejos: substituir o chanceler Ernesto Araújo e liberar a Agricultura para indicações de parlamentares.
Preocupado com o racha no PSDB apresentado na eleição da Câmara dos Deputados, quando boa parte do partido apoiou o candidato de Jair Bolsonaro à presidência da Casa, o governador João Doria (SP) decidiu apresentar um ultimato à cúpula tucana. Em jantar na noite desta segunda (8) no Palácio dos Bandeirantes, Doria irá colocar na mesa a proposta de expurgar o partido do grupo de Aécio Neves (MG) e de absorver dissidentes do DEM ligados ao ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Com a eleição dos aliados Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) nas presidências da Câmara e do Senado, respectivamente, e em meio ao avanço da pandemia e do fim do auxílio emergencial — que sustentava a popularidade do presidente Jair Bolsonaro —, o chefe do Executivo retoma a bandeira da segurança pública como principal trunfo para manter o apoio do eleitorado e deve apostar em outros acenos ao apoiador mais ideológico. O presidente promete colocar em prática, esta semana, novas alterações na legislação que trata da ampliação do acesso às armas. “É um direito de vocês, arma evita que um governador de plantão queira ser um ditador”, afirmou na sexta-feira.
Presidente da Câmara nos tempos uragânicos, Délia Razuk virou prefeita por uns meses, depois elegendo-se para quatro anos. Agora, Alan Guedes, direto cadeira de presidente para a de prefeito. Não à toa, a vereadora Lia Nogueira, do mesmo PP de Alan Guedes, já tratou de aprochegar-se da cadeira por ora de Laudir Munaretto, ocupando a segunda secretaria. Lia já era cogitada para sair candidata a prefeita na eleição passada. Se acreditasse mais, a história hoje poderia ser outra.
Em pouco mais de dois anos como presidente, Jair Bolsonaro conseguiu tecer uma rede de aliados na cúpula das principais instituições do país. O resultado das eleições para os comandos das duas Casas do Congresso, vencidas por parlamentares apoiados pelo Palácio do Planalto, foi a costura mais importante de um presidente constantemente preocupado em construir uma blindagem em torno de si.
A Polícia Federal apreendeu três armas na casa de Loester Trutis (PSL-MS) durante a Operação Tracker, em novembro do ano passado. Nenhuma delas no nome do deputado federal. Segundo as investigações, um processo por violência doméstica impede o parlamentar de conseguir o registro. O processo corre em segredo de Justiça.
Que o presidente Bolsonaro tenha um carinho especial por Mato Grosso do Sul, pelos tempos de caserna que viveu em Nioaque, não é novidade. A novidade está no fato de o Messias querer entrar na briga pela sucessão do governador Reinaldo Azambuja. “Temos um nome pra ganhar a eleição lá e não é nenhum desses que estão sendo ventilados pela imprensa”, garante um palaciano, que adianta, também, que este nome não é o da senadora Soraya Thronicke, em rota de colisão com o Planalto.
Fabio Trad, deputado federal, tem 51 anos. Nelsinho Trad, seu irmão, 59. É senador e foi cotado como ministro do governo Jair Bolsonaro. Mesmo sendo mais novo, Fabio arriscou dar conselhos ao irmão: é melhor 'preservar a independência'. Ele perguntou o que eu achava. Falei Nelson, é um governo de extrema-direita, a extrema-direita prendeu e torturou nosso pai (o ex-deputado Nelson Trad, falecido em 2011). Ele falou 'é verdade, irmão. Vou pensar.'
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi hostilizado pela bancada do PSOL, na tarde desta quarta-feira (3), ao participar da solenidade de abertura dos trabalhos legislativos de 2021. Ele foi chamado por parlamentares da sigla de oposição, que usavam camisetas e portavam faixas, de 'fascista' e 'genocida'. Em resposta, aliados puxaram coro de 'mito'. Foi necessária a intervenção do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para acalmar os ânimos.
03/02/2021 - 12h39
Depois de quase sete anos de operação, 79 fases deflagradas, 533 acusados e R$ 4,3 bilhões recuperados, a força-tarefa da Lava-Jato deixa...
Nem Tereza Cristina, nem Luiz Henrique Mandetta. O nome em ascensão da “oposição” para a sucessão de Reinaldo Azambuja em 22 é o do senador Nelsinho Trad (PSD/MS). Pelo menos no que depender de Messias Bolsonaro. Presidente da Comissão de Relações Exteriores e líder de seu partido no Senado, o ex-prefeito de Campo Grande agora é cotado para o Ministério da Integração Regional. Ministério dos mais politiqueiros, para deixar qualquer candidato com a faca e o queijo na mão.
O plano do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de ter o DEM como um dos sócios principais em seu projeto presidencial para 2022 sofreu um abalo com a crise gerada dentro do possível aliado por causa da eleição para a presidência da Câmara. Políticos próximos ao tucano avaliam que o episódio mostrou que o cenário é incerto e o DEM só decidirá o seu caminho na disputa pelo Palácio do Planalto quando as chances de vitória dos nomes colocados estiverem mais claras. Parte dos correligionários de Doria reconhece que não pode ser descartada a possibilidade dos democratas apoiarem a reeleição do presidente Jair Bolsonaro.
A derrota para a presidência do Senado ontem pode significar o encerramento da carreira da senadora emedebista Simone Tebet. Com uma campanha equivocada, tentando apoio externo, sem focar nos colegas do famoso salão azul, Tebet foi abandonada pelos próprios aliados de partido. Daqui a dois anos, se tentar a reeleição, terá que enfrentar a poderosíssima Tereza Cristina, Reinaldo Azambuja ou Murilo Zauith. Isto, na disputa por sua própria cadeira, apenas.
Em uma campanha marcada por interferência do Palácio do Planalto, com a promessa de emendas e oferta de cargos no governo em troca de votos, o deputado Arthur Lira (PP-AL), 51, líder do centrão, foi eleito nesta segunda-feira (1º) presidente da Câmara para um mandato de dois anos. O resultado representa também a vitória do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o agora ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), que apostou em Baleia Rossi (MDB-SP) para tentar impedir a influência do governo no Congresso. Lira recebeu 302 votos, o que foi suficiente para vencer a eleição já no primeiro turno —eram necessários a maioria dos deputados presentes. Baleia teve 145 votos.
O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), 44, venceu nesta segunda-feira (1º) a eleição para a presidência do Senado, casa legislativa que vai comandar pelos próximos dois anos. Pacheco vai suceder Davi Alcolumbre (DEM-AP), seu padrinho político nessa disputa, que se engajou completamente na articulação por apoio e votos. Pacheco também era o candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, criticou nesta segunda-feira manifestações de obscurantismo de autoridades do país em relação à pandemia do coronavírus. Ele citou o caso do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Carlos Eduardo Contar, que chamou de 'irresponsável, covarde e picareta' quem defende a prevenção à Covid pelo isolamento social.
“Confesso que fiquei estarrecido com o pronunciamento de um presidente do TJ minimizando as dores desse flagelo”. Ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal, durante a reabertura do ano Judiciário hoje no STF. A declaração foi uma referência ao polêmico discurso de posse do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Carlos Eduardo Contar no último dia 22, criticando os que defendem medidas mais rigorosas de combate à pandemia da Covid-19.
Com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Arthur Lira (PP-AL) e o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) chegam com amplo favoritismo para a eleição, hoje, que definirá os novos presidentes de Câmara e Senado. Na noite de ontem, a Executiva Nacional do DEM, partido do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), anunciou a ruptura com o bloco de Baleia Rossi (MDB-SP) na Casa. Maia é o principal fiador da candidatura do emedebista.
31/01/2021 - 22h41Histórico político das relações entre o Planalto e os presidentes das Casas oscila entre lealdade e traiçãoO empenho de Jair Bolsonaro nas...