Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
A saída do MDB do bloco formado pelos partidos do chamado Centrão no Congresso Nacional foi aprovada por lideranças emedebistas de Mato Grosso do Sul, que veem nesse ato uma garantia de independência do partido nas discussões de interesse do governo federal. A movimentação, que surpreendeu muitos no início da semana, recebeu elogios da senadora Simone Tebet.
A esperança do presidente Jair Bolsonaro de construir uma base de apoio no Congresso sofreu um abalo com as articulações para a sucessão na Presidência da Câmara. A redistribuição dos partidos em novos grupos enfraqueceu e isolou o Centrão, bloco parlamentar que recebeu cargos no governo em troca de apoio político. Para complicar ainda mais a situação, deputados desse grupo que pretendem disputar o comando da Casa estão sendo pressionados a mostrar independência do governo federal — movimento oposto à aproximação ocorrida no início do ano.
Nem o cerealista Aristeu Carbonari, nem seu suplente Rodolfo Nogueira, nem o agrônomo Ângelo Ximenes. O candidato do PSL da senadora bolsonarista Soraya Thronicke a prefeito de Dourados é Mauro Thronicke. Desta novidade, que, pelo nome, dispensa apresentações, e, certamente, justifica as razões de tão inusitado lançamento, sabe-se que o candidato é empresário e filho de um ícone do futebol douradense, o bancário aposentado e advogado Mauro Alonso Rodrigues. Falar quê?
O rompimento formal do DEM e do MDB com o centrão na Câmara dos Deputados, consumado na segunda (27), vai além da disputa pela presidência da Casa. A montagem de uma candidatura de centro para a Presidência em 2022, hoje focada na figura do governador João Doria (PSDB-SP), é o pano de fundo para a movimentação disparada pelo atual chefe da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
A decisão do DEM e do MDB de deixarem o Centrão, bloco parlamentar que é o maior símbolo de fisiologismo do Congresso Nacional, põe a ministra andrezista-bolsonarista Teresa Cristina, da Agricultura, numa baita saia justa. Desde que, claro, seja pra valer o discurso de independência do líder do partido da ministra e deputada na Câmara, Efraim Filho. Um constrangimento que começou com a demissão do conterrâneo e colega de ministério de Teresa, Henrique Mandetta, da Saúde.
Os partidos DEM e MDB, que integravam o bloco do 'Centrão' na Câmara dos Deputados, irão sair do grupo, que soma mais de 200 dos 513 parlamentares da Casa. O líder do DEM, Efraim Filho, disse que as duas legendas entenderam que era o movimento de 'preservar essa autonomia regimental'. 'Não teve bronca, não teve briga, não teve divergência. É uma posição em nome da autonomia', afirmou. O bloco hoje é formado pelo PL, PP, PSD, MDB, DEM, Solidariedade, PTB, PROS e Avante - alguns estão mais alinhados com o governo (como o PP, PSD e PL) e outros tem posição de mais moderados, como o Solidariedade.
Uma carta com duras críticas ao governo de Jair Bolsonaro foi assinada por 152 bispos, arcebispos e bispos eméritos do Brasil. Ela deveria ter sido publicado na quarta (22), mas foi suspensa para ser analisada pelo conselho permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Há um temor entre signatários do documento de que o setor conservador do órgão impeça a divulgação.
Há pouco mais de um mês à frente do recriado Ministério das Comunicações, Fábio Faria acredita que a versão paz e amor do presidente Jair Bolsonaro terá vida longa. O ministro afirma que o país não voltará aos tempos de 'brigas diárias' e culpou a portaria do Palácio da Alvorada, espaço mais conhecido como 'cercadinho', onde Bolsonaro costumava parar para falar com imprensa e apoiadores, por várias crises vividas no governo. Faria negou a existência do 'gabinete do ódio' e defendeu o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente mais engajado na comunicação do governo.
A Lava Jato considerou uma derrota para a operação quando, em março do ano passado, o Supremo Tribunal Federal decidiu enviar à Justiça Eleitoral casos de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados a caixa dois de campanhas. Muitos desses casos estavam nas mãos das forças-tarefas. À época, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, foi derrotada ao defender que esses casos ficassem sob responsabilidade da Justiça Federal. O argumento do Ministério Público era o de que a Justiça Eleitoral não tinha estrutura para julgar crimes complexos, o que poderia levar à impunidade.
25/07/2020 - 09h45Presidente estava isolado nas últimas semanas após ser infectado com o coronavírusNo quarto teste divulgado desde que passou a apresentar sintomas de...
Depois de quase seis anos a senadora Simone Tebet finalmente deu uma chance ao suplente Celso Dal Lago, na visita relâmpago que fez a Dourados esta semana. Apareceram juntos numa selfie, que, pelas circunstâncias da temporalidade, vista pela ótica do analista de Bagé, poderia ser considerada um “cotovelaço”. Menos mal, para quem, pelas injunções políticas, sonha com a assunção, mesmo que interina, desde os tempos de Juvêncio da Fonseca, mas que até agora só ganhou uma banana.
As eleições serão digitais, monotemáticas sobre pandemia e com menos renovação. Nada a ver com candidatos antipolítica, protagonistas das campanhas de 2018, que não devem ter fôlego para sustentar a narrativa de que são diferentes 'de tudo o que está aí'. Pesquisador na George Washington University na área de políticas públicas, Maurício Moura faz essas e outras projeções para o pleito de 2020. O economista é fundador da Ideia Big Data, empresa de pesquisas e estratégia digital que já prestou serviços para candidatos no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.
O pai, Ramez Tebet, foi prefeito de Três Lagoas, deputado estadual, vice-governador, governador, ministro (da Integração Nacional) e, como senador, presidente do Congresso Nacional. A filhota, Simone, por enquanto, só não foi ministra, mas passou por todas as outras cadeiras ocupadas pelo pai. Ano passado, por muito pouco não se elegeu presidente do Senado. Mas, convicta, garantiu a aliados, em Dourados, esta semana, que ano que vem não dará outra chance a Davi Alcolumbre.
O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta admitiu que pode ser candidato a presidente da República daqui a dois anos. 'Em 2022, eu vou estar em praça pública lutando por algo em que eu acredito', afirmou ele em entrevista ao Programa Ponto a Ponto, do canal BandNews TV. 'Se o Democratas [o DEM, partido ao qual é filiado] acreditar na mesma coisa, eu vou. Se o Democratas achar que ele quer outra coisa, eu vou procurar o meu caminho. Eu vou achar o caminho. Como candidato, ou carregando o porta-estandarte do candidato em que eu acreditar. Mas que eu vou participar ativamente das eleições, eu vou', seguiu Mandetta.
A jornalista Bela Megale especulando nesta quinta-feira em O Globo sobre uma possível chapa encabeçada pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta com o ex- da Justiça Sergio Moro para a sucessão de Jair Bolsonaro em 2022. Mandetta, avaliam fontes da colunista, teria mais experiência política para ser candidato a presidente, enquanto que faltaria a Moro o traquejo para comandar o processo, como ficou demonstrado no episódio da saída dele do Ministério.
O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, acompanhado dos três comandantes militares, entregou ontem ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), no Palácio do Planalto, as propostas de atualização da Política Nacional de Defesa (PND), a Estratégia Nacional de Defesa (END)e o Livro Branco da Defesa Nacional. Entre outros pontos, o Plano alerta para possíveis “tensões e crises” na América do Sul e, sem citar nominalmente a Venezuela, avalia “possíveis desdobramentos” de conflitos em países vizinhos. Segundo o documento, elaborado pelo Ministério da Defesa, esse cenário pode levar o Brasil a mobilizar esforços para a garantia de interesses nacionais na Amazônia.
O presidente Jair Bolsonaro testou positivo mais uma vez para a covid-19. Novo teste realizado na última terça-feira (21) teve resultado divulgado na manhã desta quarta-feira (22). A Secretaria de Comunicação (Secom) informou que o presidente 'segue em boa evolução de saúde, sendo acompanhado pela equipe médica da Presidência da República'.
A Câmara aprovou nesta terça-feira (21) em dois turnos a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de renovação do Fundeb. A matéria prevê mais que o dobro de gastos da União na educação básica, passando a complementação dos atuais 10% para 23%. A aprovação é considerada uma derrota do governo e uma vitória para o setor educacional, uma vez que garante ampliação no financiamento para a manutenção do ensino e valorização dos professores. Em plenário, deputados de oposição e também os alinhados ao governo comemoraram o texto.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, suspendeu nesta terça-feira (21) a decisão da Justiça Eleitoral de São Paulo que previa a realização de busca e apreensão no gabinete do senador José Serra (PSDB). Toffoli atendeu a pedido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Mais cedo, agentes federais tentaram cumprir a diligência nas dependências da Casa, mas foram impedidos por policiais legislativos por ordem de Alcolumbre. Em seguida, o presidente do Senado recorreu ao STF para suspender a diligência.